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Investir em marcas de luxo pode ser um bom negócio
07 de Agosto de 2023

Investir em marcas de luxo pode ser um bom negócio

Empresas de bens de alto padrão estão entre as opções para o investidor nas bolsas de valores

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Em 2023, as maiores marcas de luxo do mundo mostram que ainda há espaço para crescer. O mercado de bens de alto padrão pouco foi impactado pela retração econômica global decorrente da pandemia da Covid-19 e, agora, com o controle da crise sanitária e a expectativa de retomada da economia, a tendência é chegar a patamares ainda mais elevados.

A Porsche foi apontada como a empresa mais valiosa do mundo, estimada em R$ 195,4 bilhões, segundo o ranking Luxury and Premium Brand, realizado pela Brand Finance. Desde 2018, quando o levantamento teve início, a empresa alemã nunca saiu da primeira posição.

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Em 2022, a Porsche foi avaliada em R$ 185 milhões, o que aponta o crescimento de 5,2% em um ano. Na primeira edição do ranking, a empresa foi estimada em R$ 59,5 bilhões, o que corresponde a alta de 230% em cinco anos.

A segunda colocação do levantamento de 2023 ficou com a Louis Vuitton, que registrou a valorização de 8,3% no último ano, passando a ser avaliada em R$ 139,8 bilhões.

Chanel e Gucci trocaram de lugares: estimada em R$ 103,1 bilhões, a marca francesa, que estava na quarta posição em 2022, foi para a terceira em 2023. Já a italiana, avaliada em R$ 94,8 bilhões, apareceu em seguida na lista. Outro destaque do levantamento foi a marca Dior. Com um valor de mercado de R$ 69,9 bilhões, ela obteve o maior percentual de crescimento em comparação com o ano anterior (40,4%).

Os dados confirmam como o mercado de luxo vive um momento de expansão, o que torna as marcas atrativas para os investidores. Com exceção da Chanel, que até o momento segue como uma empresa de capital fechado, as demais possuem ações listadas em bolsas de valores do exterior.

Como ser um investidor?

O primeiro passo para começar a investir é informar-se sobre os produtos do mercado, como orienta a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Assim é possível não só saber como são realizadas as operações, mas também entender quais são os riscos envolvidos.

Os sites de órgãos oficiais, como a Bolsa de Valores (B3), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a própria Anbima, disponibilizam informações sobre o mercado financeiro. Para a tomada de decisões mais assertivas, o investidor também pode tirar dúvidas com profissionais da área, como o agente autônomo, o consultor ou o especialista em finanças.

No caso das marcas de luxo internacionais, também é necessário compreender as regras das bolsas de valores onde as ações estão listadas. A Porsche fez a oferta pública inicial (IPO) em setembro de 2022 na Bolsa de Valores de Frankfurt, na Alemanha. Já Louis Vuitton, Gucci e Dior possuem ações listadas na Euronext.

Ao adquirir ações de uma companhia, o investidor torna-se sócio e passa a ter direito à parte dos lucros. Por isso, a Anbima alerta para a importância de conhecer os dados sobre a empresa, como o histórico de desempenho e as projeções. Realizar um investimento no exterior confere a vantagem de proteger o patrimônio financeiro das oscilações do mercado interno. No caso das marcas de luxo, há outros atrativos, como o reconhecimento global e a rentabilidade elevada.

Por outro lado, há desafios como a necessidade de conhecer a regulamentação dos países e os próprios riscos inerentes às ações, que são produtos de renda variável e, por isso, apresentam alta volatilidade.

Marcas de luxo brasileiras

O mercado nacional também possui muitas marcas de luxo. Algumas delas estão listadas na B3, como a Vivara, a Veste S.A Estilo, dona das marcas Le Lis, Dudalina, John John, Bobô e Individual, e o Grupo Soma, que detém marcas como Animale, Farm, Fábula, Cris Barros, Maria Filó, entre outras.

Neste caso, a operação é mais simples. Depois de buscar informações do mercado, o investidor deve abrir uma conta em uma plataforma de investimentos que dê acesso ao home broker da Bolsa de Valores, por meio do qual são feitas as ordens de compra e venda de ações.

Foto:Freepik

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