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Consumidores estão sob pressão, diz P&G a investidores
31 de Julho de 2025

Consumidores estão sob pressão, diz P&G a investidores

Tanto pessoas de baixa quanto de alta renda estão em busca de promoções e ofertas

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Os resultados do quarto trimestre e do ano fiscal da Procter & Gamble indicam que os consumidores em países desenvolvidos estão sentindo o peso da inflação e reduzindo suas compras, especialmente de itens não essenciais. Tanto pessoas de baixa quanto de alta renda estão em busca de promoções e ofertas.

A P&G é considerada um termômetro do consumo global. Sua presença é vasta, e suas marcas costumam ser mais caras justamente por serem reconhecidas frente às versões mais baratas ou genéricas. Por isso, a empresa tem uma boa leitura do comportamento do consumidor. “Estamos realmente percebendo que o consumidor está sob algum nível de estresse”, afirmou o diretor financeiro Andre Schulten a investidores na terça-feira.

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O ponto mais interessante é que não são apenas os consumidores com orçamentos apertados que estão buscando mais valor em suas compras, os de renda mais alta também. “Ambos os grupos estão procurando por bom custo-benefício”, acrescentou Schulten, destacando que a demanda está desacelerando, principalmente nos Estados Unidos e na Europa.

Tudo isso contribui para um “cenário de incerteza básica” à medida que nos aproximamos de 2026.

Os números

Segundo comunicado oficial da empresa:

  • As vendas líquidas anuais ficaram estáveis em US$ 84 bilhões;

  • As vendas do quarto trimestre cresceram 2%, chegando a US$ 20,9 bilhões.

Apesar de ter conseguido aumentar os preços de seus produtos, isso não foi suficiente para compensar os efeitos negativos das variações cambiais. As vendas orgânicas, sem considerar essas flutuações, cresceram 2%, impulsionadas pelo aumento nos preços e por um leve crescimento no volume de vendas.

No quarto trimestre, o volume de vendas ficou estável na maioria das divisões da empresa. Houve crescimento de 1% na área de beleza e queda de 2% na de cuidados com a saúde. Já os produtos de barbear registraram um aumento de 4%, puxado por preços mais altos.

“Nós conseguimos crescer em vendas e lucros no ano fiscal de 2025, além de devolver altos valores em caixa aos acionistas, mesmo em um ambiente dinâmico, difícil e volátil”, declarou o CEO em fim de mandato, Jon Moeller.

A empresa também obteve economias significativas, com uma redução de 6% nas despesas administrativas e de vendas (onde se inclui o marketing) no último trimestre, e queda de 3% no total do ano. Essas reduções vieram de cortes planejados em marketing e custos operacionais, conforme anunciado em fevereiro.

Um dos dados mais relevantes, porém discretamente mencionado na terceira parte da previsão para o ano fiscal de 2026, é que a empresa espera um impacto negativo de US$ 1 bilhão antes dos impostos devido ao aumento de tarifas de importação, algo já previsto desde abril.

Foto: Pexels

Fonte: WARC

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