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Como evitar o ‘culture rot’?
07 de Abril de 2025

Como evitar o ‘culture rot’?

Relatório global da TBWA destaca métodos

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A Backslash, unidade global especializada em inteligência cultural do Omnicom Advertising Group (OAG), divulgou o Glossário Edges 2025, um estudo detalhado que identifica 39 transformações culturais significativas que estão influenciando a sociedade e o mercado atualmente.

Neste ano, a nova edição reúne as expressões mais recentes das principais tendências culturais ao redor do planeta, em um cenário onde muitas marcas tentam se manter relevantes ao reproduzir termos populares ou microtendências virais. No entanto, o relatório aponta que esse volume constante de conteúdos repetitivos está alimentando o que chamam de “degradação cultural” — e propõe um novo caminho: que as marcas deixem de focar apenas nos algoritmos e passem a contribuir com o enriquecimento da experiência humana de forma genuína.

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“Com termos como ‘brain rot’ (atrofia cerebral), ‘slop’ (conteúdo sem valor) e ‘enshittification’ (degradação digital) sendo usados para definir 2024, o chamado ‘ao Disruption’ nunca foi tão claro. Em 2025, as marcas que se apoiarem nos valores humanos, e não apenas na viralidade, serão aquelas que realmente contribuirão para a cultura – e não apenas a imitarão”, destacou Jen Costello, Global Chief Strategy Officer da TBWA\Worldwide.

Trazendo a mesma perspectiva, Marco Sinatura, CSIO da iD\TBWA, agência brasileira com enfoque em publicidade, potencializando o crescimento de negócios com dados, criatividade e inovação, pontua que os Edges são mudanças culturais globais com escala e longevidade suficientes para ajudar as marcas a conquistarem uma fatia maior no futuro.

“Os Edges estão enraizados em valores humanos, que são reconhecíveis na cultura – seja aquela que se manifesta digitalmente ou nas nossas interações físicas e presenciais. Isso pode gerar oportunidades claras de negócios para grandes marcas, que se posicionam como aceleradoras das transformações em direção às novas demandas das pessoas”, aponta Marco.

A Blacklash inseriu, também, no Relatório Edges 2025, as manifestações mais recentes das maiores e mais relevantes conversas culturais ao redor do mundo – desde papéis de gênero até inteligência artificial generativa, sustentabilidade e sobrevivencialismo.

Desta forma, 3 novos Edges foram introduzidos ao documento: Eco-Realismo, Paradoxo da Maturidade e Transparência Comprovada.

1. Eco Realismo: é o que reflete a mudança dos planos de ação ambiental para abordagens mais práticas. Esse movimento surge à medida que um número crescente de corporações reduz suas metas de sustentabilidade anteriores e que práticas comuns, como compensação de carbono e plantio de árvores, são expostas como distrações pouco eficazes. A Backslash prevê que, no futuro, ambições fantasiosas serão superadas por soluções mais acessíveis, escaláveis e prontamente disponíveis.

2. Paradoxo da Maturidade: visa explorar o rompimento entre idade e maturidade. Com crianças amadurecendo mais rápido e adultos se apegando à juventude por mais tempo, a Backslash antecipa que os comportamentos e expectativas tradicionalmente associados a faixas etárias específicas serão redefinidos ou eliminados por completo. Essa mudança terá grandes implicações para a forma como as marcas segmentam e projetam produtos para diferentes gerações—marcando o fim da estrutura de vida em três estágios e o início de uma abordagem mais fluida.

3. Transparência Comprovada: aborda o aumento das expectativas em relação à transparência na cadeia de suprimentos, impulsionadas por consumidores céticos que exigem mais visibilidade nos bastidos. Com tecnologias como o blockchain e etiquetas RFID, esse rastreamento torna-se mais profundo, enquanto novas regulamentações como o Passaporte Digital de Produto da União Europeia, reforçam essa demanda. A Backslash aconselha as marcas a se anteciparem a essa tendência, fornecendo, de forma proativa, provas claras do impacto social e ambiental de seus produtos.

“Em um mundo saturado de promessas vazias e modismos efêmeros, as marcas que realmente farão a diferença serão aquelas que trocarem a superficialidade pela vida real. Em 2025, não basta seguir a cultura, mas sim moldá-la com propósito e autenticidade”, conclui Sinatura.

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