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Brasileiras lançam projeto que vai mudar a cara do turismo em Berlim
25 de Maio de 2017

Brasileiras lançam projeto que vai mudar a cara do turismo em Berlim

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Elas se mudaram para a capital alemã em 2011, mas só se conheceram quatro anos depois. Em comum, o amor pela cidade: a liberdade, a cultura, o verde, as pessoas de todos os lugares do mundo. Nicole Plauto, economista pela Universidade Humboldt, guia de turismo especializada em história, é sócia do AgendaBerlim, principal referência turística em língua portuguesa sobre a cidade. Ligia Fascioni, engenheira eletricista e sócia de uma start-up de tecnologia, escritora e palestrante, também é ilustradora e publica diariamente fotos de Berlim com seu olhar apaixonado.

As duas juntaram seus talentos e conhecimentos para fundar a Wesen.Berlin, empresa que vai oferecer uma maneira totalmente diferente de levar uma lembrança da capital alemã para casa. O projeto reúne storytelling, ilustração, fotografia, cultura, redes sociais, valorização e respeito à diversidade, turismo e história.

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Nicole e Ligia passaram anos observando como as pessoas com as quais cruzavam todos os dias no metrô, na rua, nos cafés e museus da cidade, eram exóticas e curiosas. Tentaram contato e descobriram que algumas delas não falavam; depois de anos de esforço conjunto, conseguiram se comunicar telepaticamente e descobriram uma coisa incrível: vinham de outro planeta, também chamado Berlim, na Galáxia de Andrômeda. Coincidência? De jeito nenhum. A origem do nome da cidade é polêmica até hoje entre os historiadores; o único consenso é que ela se parece com a palavra pântano em uma língua eslava das tribos que originaram as primeiras ocupações dessa região que, de fato, é pantanosa. 

Pois as duas descobriram finalmente a verdade por trás do nome da capital alemã. É que a primeira vez que esses seres (chamados por elas de Wesen, criaturas em alemão) chegaram aqui, foi por meio de um portal no meio do pântano. Tentaram contato telepático com os locais para explicar a missão e não se sabe se a empreitada foi bem sucedida ou não, pois não há registros, mas como surgiram no pântano e a única coisa que os habitantes conseguiram entender foi a palavra Berlim, acabaram associando as duas coisas.

Em Andrômeda, todos os Wesen têm profissões criativas, por isso costumam fazer sabáticos em outros planetas: a vivência amplia seu repertório de experiências necessário para gerar novas ideias. Para isso, desenvolveram o tal portal que, na Terra, está localizado em algum lugar desconhecido na cidade de Berlim. Depois da primeira experiência o portal se fechou e a próxima expedição só chegou séculos mais tarde, após a queda do Muro, em 1989, quando as condições para o contato interestelar se mostraram mais favoráveis.  

Conhecendo toda a história e os Wesen, Nicole e Ligia ficaram tão encantadas que buscaram uma maneira de ajudar na interação entre eles e os humanos. A solução foi ensiná-los a usar as redes sociais. Eles também tomaram a forma de plush toy art para absorver com mais facilidade e eficiência tudo ao redor, como uma esponja, além de serem mais amigáveis e confortáveis para os humanos.   

A primeira expedição supervisionada é formada por Helga, uma Professora de História do Cosmos que ama o sarcasmo, a cerveja e, por força de sua profissão, história e museus; Jean-Pierre, Desenvolvedor de Genialidade Artificial, que interessa-se essencialmente por tecnologia e por pessoas, principalmente pela maneira como elas tomam decisões e formam julgamentos. Ele também adora arte como forma de expressão, boa comida, bons vinhos e maquiagem. Mia é Coreógrafa de Notícias (essa é uma das maneiras mais populares de comunicação lá em Andrômeda); recém saída de um relacionamento, quer aproveitar ao máximo a experiência na Terra. Não perde uma festa e gosta de moda, culinária natural, animais e interessa-se, sobretudo, pela maneira como as pessoas se mexem.

O dia-a-dia deles, seus aprendizados, dúvidas, observações, questionamentos e surpresas enquanto exploram a cidade podem ser acompanhados pelo Facebook e Instagram. Os humanos podem fazer perguntas e interagir também, se quiserem.

Cada expedição chega com personagens diferentes e com um olhar totalmente novo sobre os costumes e hábitos humanos; os Wesen escolheram essa cidade por causa de sua diversidade, história e porque na capital alemã eles não chamam atenção e são respeitados, mesmo sendo tão diferentes.

Enquanto isso, as empreendedoras estão desenvolvendo uma técnica de clonagem, para que em um futuro próximo, as pessoas possam levar seus Wesen preferidos para casa e ampliar ainda mais o leque de experiências das criaturas. O número de cópias numeradas e as condições para que os humanos possam assumir a tutoria de um Wesen dependerão de como correrá a interação entre eles nas redes sociais. 

Quando isso acontecer, levar uma lembrança de Berlim para casa terá um significado completamente novo e fascinante; não será apenas mais um souvenir, mas uma criatura com personalidade própria que precisa interagir nas redes sociais para compartilhar com o Wesen número Zero (que lhe deu origem) as novidades que está aprendendo.

Além disso, novas expedições podem chegar a qualquer momento seguidas de games, séries e outros desdobramentos.

Berlim nunca mais será a mesma. Convém acompanhar.

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