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Box 32 completa 32 anos de atividades no Mercado Público de Florianópolis
04 de Março de 2016

Box 32 completa 32 anos de atividades no Mercado Público de Florianópolis

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Nesta sexta-feira, dia 4 de março, o Box 32, instalado no centenário prédio do Mercado Público de Florianópolis, completa seus 32 anos. O passar do tempo fez bem ao bar e restaurante que ganhou mais espaço e infraestrutura, design, mobiliário e equipamentos modernos, novas iguarias e a tradição no atendimento e nos pratos cuja fama correu o mundo. “Quando comecei eram apenas 15 metros quadrados e muita vontade de construir algo diferente em gastronomia e relacionamento com os clientes”, lembra Roberto Henrique Barreiros Silva, o Beto do Box.
 
Em 1984 o Mercado não atraía turistas, em razão de seu péssimo estado de conservação e a falta de um estabelecimento de bom nível. Beto apostou na atmosfera comum aos mercados públicos e combinou simplicidade com sofisticação e um padrão de atendimento que inexistia na Ilha de Santa Catarina. Tratados pelo nome, questionados sobre a satisfação, o que gostaria de encontrar em uma nova visita etc. “Intuitivamente implantei um CRM (Costumer Relationship Managament, ferramenta de relacionamento e fidelização de clientes), mas nada foi maior que a qualidade”, lembra. Além do cliente ‘zero’, Beto tem fiéis fregueses em locais tão distantes quanto surpreendentes – de Zurique (Suíça) a Katmandu (Nepal).
 
Os pastéis de camarão com 100 gramas de recheio, as ostras e os camarões frescos, a legítima cachaça de Luis Alves (SC) e o chope sempre gelado tornaram o Box 32 ponto obrigatório para celebridades da música (de Astor Piazzolla a Rod Stewart e a banda Sepultura), da ciência (Albert Sabin), da TV, cinema e teatro (Paulo José, Guilherme Karan, DiogoVilela e Tizuka Yamazaki) e da política (de Brizola a FHC e Lula) – que passavam por Florianópolis. “Quase todos os dias sou surpreendido por pessoas de valor histórico, como a vietnamita Kim Phuc, que quando menina foi vítima de bombardeio da Guerra do Vietnã, numa foto que rendeu prêmio Pulitzer ao autor”, relata Beto.
 
O Box conquistou selos como o maior vendedor (proporcional) de chope e de champagne Möet Chandon do Brasil, está presentes em centenas de guias de turismo mundiais e em livros de gastronomia e varejo. “A gastronomia de Florianópolis pode ser dividida entre antes e depois do Box 32”, diz o arquiteto André Schmitt, ex-secretário de Turismo da capital catarinense. Entre seus recordes está a venda do famoso presunto ibérico Pata Negra, que atingiu a edição 1820, cada uma representando entre sete e oito quilos. Também te um portfólio de 32 produtos de marcas próprias, de pratos e taças a pimenta, vinhos e espumantes.
 
Nestas mais de três décadas o Mercado sofreu dois incêndios e, mais recentemente, passou pela maior reforma de sua história, e, em paralelo, uma licitação que renovou os permissionários. Beto arrebatou novo espaço e encarou 14 meses fechado (“Minha era glacial”, diz), mas o retorno compensou. Com 100 metros quadrados de área, espaços interno e externo (capacidade para 120 pessoas), ar-condicionado e adega climatizada, o Box 32 mantém seu charme e sua qualidade, clientes da primeira geração e turistas de todo o mundo.

 

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Fotos: Lis Sayuri

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