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Coluna Ozinil Martins | A produção em série de analfabetos funcionais!
20 de Dezembro de 2023

Coluna Ozinil Martins | A produção em série de analfabetos funcionais!

A Educação tem como papel primordial o de ensinar os jovens a pensar

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Por Prof. Ozinil Martins de Souza 20 de Dezembro de 2023 | Atualizado 20 de Dezembro de 2023

“A centopeia vivia bem feliz com suas cento e tantas pernas. Até o dia em que o sapo, de brincadeira, perguntou-lhe que perna ela movia primeiro quando começava a andar. Desde então ela está parada no mesmo lugar, tentando descobrir a resposta.” Autor desconhecido.

A frase acima é uma provocação ao modelo de ensino que é praticado no país. Ultrapassado, baseado na memorização, repetitivo, não exige a busca pela criatividade, com professores parados no tempo e sem entender a evolução pela qual passa o mundo e, mais especificamente, o mercado de trabalho. Enquanto os resultados da Educação, comparados a outros países, só piora, as consequências serão sentidas com o tempo e prenuncia um futuro complicado. Se hoje, muita gente depende de Bolsa Família, este número tende a crescer pela inaptidão dos futuros trabalhadores às necessidades que se prenunciam.

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A Educação tem como papel primordial o de ensinar os jovens a pensar. Necessário que os governantes entendam que estamos preparando os jovens para viver em uma sociedade totalmente diferente da industrial. Nova realidade, novo jeito de agir; problemas, que nem sequer imaginamos, terão que ser solucionados pelos jovens que estão sendo educados agora por modelos educacionais, totalmente, ultrapassados, que cortam asas e não impulsionam o voo.

As novas modalidades de trabalho irão exigir habilidades e competências que as escolas não ensinam. A Educação deveria estar preparada para ensinar as pessoas a analisar problemas, tomar decisões, conviver com os diferentes, trabalhar em equipe, desenvolver suas próprias habilidades e pensar de forma crítica. Também é importante preparar as pessoas para trabalhar em projetos temporários, em atividades sazonais, em atividades parciais, enfim, tudo que a lei trabalhista brasileira impede por entender que assim protege os trabalhadores quando, na realidade, os impede de conseguir o seu sustento e transforma-os em dependentes das benesses do Estado.

Lembro-me de um semestre em que trabalhei com os universitários as quinze grandes mudanças que ocorrerão no século XXI, baseado no livro “Revolucionando o Aprendizado” de Gordon Dreyder e Jeanette Vos e, o ponto mais polêmico, foi quando se abordou a capacidade decrescente do poder de gerar empregos da indústria e da não capacidade de absorção do contingente de pessoas disponíveis por não estarem habilitadas para as necessidades exigidas.

Os autores inclusive abordam o surgimento de uma sub-raça, fruto do baixo nível de escolaridade, gravidez precoce e perda de identidade familiar. Parece ser o quadro que estamos vivenciando atualmente no Brasil e em outros países que ao procurar legislar em proteção dos trabalhadores, acabam por penalizá-los mantendo-os sem as competências e habilidades que o mercado exige.

O mundo carece de pessoas que façam a diferença e, pela precariedade da Educação praticada no país, é possível antever o desperdício de talentos que poderiam fazer a diferença, mas que acabam em filas das bolsas de auxílio. Infelizmente esta é a realidade que o país está construindo!

Foto: Freepik

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