Enquanto tendências virais ganham força nas redes sociais, os consumidores britânicos continuam valorizando conteúdos com relevância duradoura. É o que revela um estudo da consultoria Everyday People, encomendado pela Thinkbox, entidade que representa a indústria de televisão no Reino Unido.
A pesquisa concluiu que a TV é o meio de comunicação com maior influência cultural no país, respondendo por 21% do impacto cultural total entre as mídias analisadas. Em seguida aparecem as redes sociais (14%), o cinema (12%), o rádio (12%) e as plataformas de compartilhamento de vídeo, como o YouTube (12%). Na outra ponta do ranking estão os criadores de conteúdo (9%) e os podcasts (8%).
Entre os jovens de 16 a 24 anos, as redes sociais assumem a liderança, com 19% de impacto cultural, seguidas pela televisão, que registra 17%. Plataformas de vídeo aparecem logo atrás, com 15%, enquanto cinema, criadores de conteúdo, rádio, jornais, revistas e podcasts completam a lista.
O estudo também avaliou quais aspectos da cultura são mais valorizados pelos consumidores. O fator mais importante é a continuidade, definida como a capacidade de manter influência e relevância ao longo do tempo, que representa 22% da importância cultural. Em seguida aparece o propósito, relacionado à contribuição da cultura para o bem-estar e o desenvolvimento pessoal, com 17%.
Já a atualidade, caracterizada por tendências passageiras e momentos de grande repercussão, foi apontada como o elemento menos relevante, concentrando apenas 9% da importância cultural total. Mesmo entre o público mais jovem, a continuidade permanece como o aspecto cultural mais valorizado. Nesse grupo, porém, a atualidade ocupa a segunda posição, enquanto o propósito aparece como o fator menos importante.
Quando o tema é continuidade cultural, a televisão lidera com folga. Em média, 66% dos adultos associam a TV à capacidade de manter relevância cultural ao longo do tempo. O cinema aparece em segundo lugar, com 48%, seguido pelo rádio, com 37%. Criadores de conteúdo e podcasts registram os menores índices nesse quesito, ambos com 16%.
Por outro lado, as redes sociais são vistas como o principal canal para refletir tendências e assuntos do momento. Cerca de 47% dos entrevistados associam essas plataformas à atualidade cultural. A televisão aparece em seguida, com 40%, à frente dos sites de compartilhamento de vídeo (33%) e dos criadores de conteúdo (31%).
Segundo os responsáveis pelo estudo, compreender a relação entre cultura e meios de comunicação é fundamental para marcas que desejam construir relevância junto ao público. Embora muitas empresas concentrem esforços em acompanhar tendências das redes sociais, pesquisas recentes indicam que quase metade das tendências do TikTok desaparece em menos de uma semana.
Para Andrew Tenzer, da Everyday People, uma estratégia mais consistente passa por “se envolver com perspectivas diversas sobre as questões cotidianas que moldam o modo de vida das pessoas”.
O especialista afirma que entender quais aspectos culturais dialogam com diferentes públicos e quais canais melhor representam essas associações permite “planejar a mídia de forma mais inclusiva e encontrar a combinação que ofereça a rede mais ampla de pontos de entrada culturais para as marcas”.
O levantamento ouviu 2 mil participantes e analisou oito meios de comunicação: televisão, cinema, rádio, podcasts, plataformas de vídeo, redes sociais, jornais e revistas, além de criadores de conteúdo.

Foto: Pexels
Fonte: WARC
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