Por muito tempo, liderar organizações estava associado à ideia de sacrifícios da vida pessoal e até da saúde, como uma linguagem invisível para sinalizar dedicação e reconhecimento.
Ser o primeiro a chegar, o último a sair, nunca tirar férias, caminhar apressadamente, sair de uma reunião para outra, não almoçar, e ter uma mesa cheia de papéis e documentos pendentes eram motivos de orgulho. De demonstração de foco no trabalho.
Com o avanço da tecnologia os ganhos de produtividade e o surgimento de novos indicadores de desempenho explicitaram que não havia conexão de causa e efeito entre este estilo de viciados em trabalho, o modelo “workaholic” cultuado especialmente nos anos 80, e a geração de resultados para as empresas.
Ao contrário, por um lado este modelo se mostrou um gerador de líderes fadigados, em premente estado de “burnout”sem capacidade criativa, e com a saúde e vida familiar comprometidas, com consequências na concentração e performance, e por outro lado um estilo que se mostrou criador de ambientes tóxicos, comprometendo também a saúde emocional e qualidade das entregas das equipes, especialmente diante de novas gerações no mercado de trabalho que trazem outros elementos de parâmetros para sucesso na vida corporativa: a necessidade de se ter uma razão de impacto, uma causa pela qual trabalhar, um novo conceito de felicidade que prioriza não apenas salário e cargos na hierarquia, mas benefícios como flexibilidade de horários, alimentação saudável e espaços para exercícios e descompressão.
Este movimento que já crescia nas empresas deu um salto com o advento da pandemia. Todas as pessoas, sejam líderes ou colaboradores, passaram a valorizar a qualidade da vida que se leva, a exigir sentido no trabalho, um propósito pelo qual valha a pena se dedicar.
Este novo lifestyle traz um novo paradigma de “líder ideal”: entra em cena o líder que inspira, que equilibra sua própria vida como exemplo para os demais, que prioriza ter tempo de qualidade para o trabalho, para a vida pessoal, e mais especialmente para si próprio.
Cresce nas redes sociais exemplos de líderes que são esportistas, que cultivam hobbies, que dão atenção à sua vida espiritual, que apreciam viagens e acesso à cultura como forma de se manterem atualizados e com condições de compreender e estar à frente dos desafios de uma nova sociedade, de uma nova economia, marcada pelas rápidas mudanças no comportamento dos consumidores e por um ambiente competitivo ainda mais acirrado. Os novos e mais bem-sucedidos e inspiradores líderes do momento se divertem.
Vertical
Atento a esta verdadeira revolução, o grupo de líderes empresariais LIDE lançou no último trimestre de 2025 uma nova vertical, o “LIDE Wellness” uma trilha de conteúdos e encontros em todo o país conectando empresários, CEOs, especialistas em longevidade, filósofos, pensadores, formadores de opinião, para discutir as novas práticas e as novas demandas visando a busca da felicidade, pessoal e nas organizações, como a melhor forma de se construir a liderança do futuro. De Santa Catarina, grandes nomes como Dr. Sérgio Brincas, Diretor-Presidente do Hospital Baia Sul, Dr. Ademar Paes Júnior, CEO da LifesHub e Presidente da Unimed Grande Florianópolis, Denise Maidanchen, CEO da Quanta Previdência, Rubens Mendrone, Fundador da Linda LifeTech, Dr. André Sobierajski Santos, Presidente da ACM – Associação Catarinense de Medicina, Eliane Durante, CEO da Kavida, Bruno Rodrigues, Fundador da GoGood, Larissa Bittencourt, Presidente da ABTSB – Associação Brasileira de Turismo de Saúde e Bem-estar, Valda Stange, CEO da TOPMed, apenas para citar alguns dos muitos líderes empresariais que estão engajados com esta pauta transformadora da vida das empresas e das pessoas.
Quem não estiver colocando Saúde e Bem-estar como prioridade de sua agenda, não está conectado com a visão e caminho dos principais líderes da atualidade.
Ter tempo (e aproveitá-lo) é o novo sinal de sucesso empresarial. O Rolex foi substituído pelo Garmin.

