Estamos no mês de junho, período em que a questão ambiental fica em evidência. A agenda internacional em torno do desenvolvimento sustentável remonta à década de 1970, com a Conferência de Estocolmo (5 a 16 de junho de 1972). Naquele momento, a natureza já dava sinais de que não poderia ser tratada como fonte infinita de riquezas e, ao mesmo tempo, como depósito de resíduos poluentes, de modo inconsequente.
A partir da ideia de que era necessário promover um desenvolvimento que se sustentasse no tempo, em benefício da própria humanidade, mediante o aprendizado de dosar o uso dos bens da natureza (água, solo e subsolo, flora, fauna, atmosfera) conforme a condição de restabelecimento da mesma, vai-se difundindo a política internacional. De início com focos específicos, como a proteção de espécies ameaçadas e das florestas, proibição da emissão de determinadas substâncias em face à toxidade, se estendendo à abordagem de questões como o uso da energia nuclear e aos riscos transgeracionais das atividades humanas, quando consideradas na sua relação com a natureza.
Na Conferência conhecida como ”Rio 92” (ou “Eco 92”), realizada no Brasil (3 a 14 de junho de 1992), renovam-se as boas intenções. Mais de uma centena de países se faz presente, para deliberar sobre meio ambiente e desenvolvimento, biodiversidade e mudanças climáticas, propondo uma Agenda efetiva sobre o tema para o século XXI. São compromissos com uma revisão de paradigma, do modo de compreender e se relacionar com a natureza, passando os seres humanos da condição de proprietários para a condição de interdependentes.
