Imagem produzida pelo Colunista com apoio de I.A.
Se você já usou o ChatGPT — ou qualquer outra ferramenta de IA generativa —, mesmo sem perceber, aprendeu uma lição poderosa sobre liderança. Um prompt mal escrito — vago, sem intenção, sem contexto — produz uma resposta distante do que se queria. Mas quando o comando é claro, estruturado e tem propósito, a entrega, geralmente, surpreende.
Bons líderes sabem demandar — e muitas vezes esquecemos disso nas questões ordinárias. Aliás, a ideia desta coluna surgiu de uma situação dessas.
Toda vez em que a moça que trabalha lá em casa termina a limpeza e bate a porta, começa o festival de reclamações.
“Cadê tal coisa?”
“Não acredito que ela colocou isso aqui!”
“Minhas roupas misturadas com as tuas, de novo?”
Na última vez, em vez de somar às queixas, fiz uma pergunta simples à família: quando foi que orientamos, com clareza, como queríamos que as coisas fossem feitas? O silêncio disse tudo.
No geral, temos a pretensão de achar que as pessoas, liderados ou não, compreendem as coisas da mesma maneira que a gente. Mas cada pessoa tem sua visão de mundo, suas referências, suas crenças e jeitos de fazer. O problema, em grande parte das vezes, não é a execução em si — é o comando.
As cinco regras de um bom prompt são um bom exemplo de como melhorar nosso jeito de demandar.
1. Clareza – Diga o que quer, não o que não quer. Ambiguidade é inimiga da boa entrega.
2. Intenção – Explique o porquê. Quando o propósito é compreendido, o resultado ganha sentido.
3. Contexto – Mostre o cenário maior, ninguém acerta o alvo que não enxerga.
4. Exemplo – Se puder, mostre um modelo de referência.
5. Feedback – Corrija no caminho; não espere o erro se consolidar.
Seja numa plataforma de IA, em uma empresa ou, até mesmo, em casa liderar significa conduzir, guiar — e ninguém guia nada sem saber para onde quer se chegar e sem indicar o caminho.

