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Coluna Sara Caprario | Confiança na comunicação.
08 de Fevereiro de 2017

Coluna Sara Caprario | Confiança na comunicação.

De quantos grupos de conversa online você participa? Quais as informações que você recebe que servem para seu dia a dia, incluindo dar uma boa risada? Você acredita em tudo que recebe ou vai checar a fonte em outro lugar, como nos portais de notícias? Em qualquer área da vida a confiança é imprescindível para um bom relacionamento, para gestão eficaz e para o futuro de um negócio. No jornalismo aprendemos desde as primeiras disciplinas do curso que precisamos buscar fontes confiáveis e ouvir sempre vários lados sobre um mesmo fato. Com os avanços da tecnologia, o que presenciamos nos últimos dois anos é uma profusão de informações sem filtro, sem checagem e muitas vezes mal intencionadas com o objetivo de confundir.

 

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O trabalho de comunicação institucional exige atenção redobrada para evitar ruídos e problemas com informações mentirosas. Por muito tempo fiz assessoria para as indústrias de laticínios e por várias vezes passamos por gerenciamento de crise por conta de correntes enviadas por emails com informações sobre as caixas de leite e longa vida, entre outros assuntos – na época não tinham aplicativos de conversa online.

 

Hoje com mais facilidade de difusão das notícias, o fundamental é conhecer a fonte. Quem repassa um comunicado, uma nota ou uma mensagem sem saber a procedência torna-se responsável por possíveis danos ou prejuízos a outras pessoas, empresas ou mesmo comunidades inteiras. Essa ação que parece inocente pode tornar-se crime na internet.

 

Mensagens caluniosas ou difamatórias são muito comuns e são consideradas crime, assim como textos preconceituosos e discriminatórios, perfis falsos, apologia ao crime e atos obscenos, assim como troca de imagens de crianças ou adolescentes que são consideradas pedofilia.  Um destaque para divulgação de materiais confidenciais que muitas vezes revela segredos de terceiros ou informações pessoais que podem causar sérios estragos, sem falar nas infrações éticas dos profissionais que usam as redes e ultrapassam o limite do trabalho para o campo pessoal.

 

Nós, jornalistas que atuamos como assessores de comunicação, temos a obrigação de orientar e mostrar quais os caminhos da melhor informação, da confiabilidade das fontes, do uso correto das redes sociais e dos e-mails. A busca desenfreada por “furos” nada jornalísticos vem tornando a internet terra de ninguém. Essa onda tem feito também os veículos de comunicação competirem de maneira nada inteligente, fazendo matérias cada vez menos investigativas, apenas para acelerar a divulgação.

 

Cuidado, confiança é tudo. Confie na fonte antes de repassar e a probabilidade de acerto será maior.

 

Até a próxima!

 

 

Sara Caprario

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