Simploriamente pode-se resumir a história da humanidade a partir do sistema nômade de vida, a criação da agricultura, a revolução industrial e, atualmente, as mudanças advindas da Inteligência Artificial. Como escrevi, de maneira simples e objetiva, foi o que aconteceu.
Enquanto isto acontecia o mundo aumentava, dramaticamente, sua população. Hoje já somos 8 bilhões de habitantes e vivendo em condições extremamente desiguais. Esta desigualdade ocorre em função das condições ofertadas pelos governos dos países no que toca a educação, saúde, trabalho e vai por aí afora.
O mundo vive tempos extremamente turbulentos e que geram paradoxos difíceis de serem enfrentados, onde se faz necessária visão, planejamento, análise de consequências e tudo o mais que, poucos governos, têm capacidade de interpretar e vontade política de agir.
O primeiro paradoxo nos remete à Velha Economia x Nova Economia; uma baseada na produção em massa, em escala, uso extensivo de mão-de-obra, grandes fábricas com linhas de produção diversas; a outra nos remete a robotização, à tecnologia usada à exaustão, mecanização, a eliminação de mão-de-obra, a produção exclusiva atendendo necessidades específicas de seus consumidores.
O segundo paradoxo refere-se ao crescimento populacional x o envelhecimento da população. O mundo envelhece rapidamente! Países onde existe sistema de aposentadoria são chamados, constantemente, a revisarem seus planos. A China, recentemente, perdeu o título de país mais populoso do mundo para a Índia e, incontinente, autorizou o aumento das famílias, para os que pudessem sustentar mais filhos, porque o envelhecimento da população iria afetar seus planos de crescimento econômico. O Brasil sofre o mesmo problema e o governo permanece inerte, só olhando e vendo a situação avolumar-se. Em 2050 0s idosos representarão 30% da população do país.
O terceiro paradoxo, que começa a tornar-se agudo, é a geração de empregos x a tecnologia. A discussão ainda é incipiente, mas as projeções não são positivas e pelo que se percebe atingirá todo o mercado de trabalho com maior ou menor intensidade. Não é atoa que homens com Bill Gates e Elon Musk começam a falar em uma espécie de Bolsa Família mundial para os afetados pelas modificações tecnológicas no mercado de trabalho. Como já escreveu Willian Bridges em seu livro “Um Mundo Sem Empregos”, lá pelos meados dos anos 90, os empregos que resistirão serão os de caráter analíticos – simbólicos. Com a educação praticada no Brasil o problema chegará mais cedo do que em países que priorizam a educação.
O quarto paradoxo envolve o crescimento populacional x sustentabilidade. Sim, o planeta pede socorro. Seus recursos estão sendo, aos poucos, dilapidados. O crescimento populacional se dá, principalmente, entre os mais pobres onde falta a base educacional para entender a consequência de manter, educar e qualificar seus filhos para um mundo tecnológico. O planeta atingiu seu primeiro bilhão de habitantes em 1804 e hoje, cresce 1 bilhão a cada 10 anos. Apesar dá tendência ser de população decrescente, principalmente nos países mais evoluídos, as consequências podem ser terríveis.
Importante que os jovens estudantes e seus pais saibam que a demanda do mercado de trabalho virá da tecnologia de informação, das engenharias, energia, sustentabilidade e nano tecnologia. O desafio está posto, a cada d um de nós cabe à resposta de como enfrentá-lo.
Foto de Scott Blake na Unsplash
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