Em meados dos anos 50 do século XX, mais precisamente em 1955, as telas dos cinemas do mundo reverenciavam um jovem ator de quem nunca se tinha ouvido falar; James Dean retratava nas telonas o jovem rebelde, resultante do fim da 2ª Guerra Mundial que se convencionou, anos após, titular como a geração “Baby Boomer”.
Esta geração enquanto crianças havia passado por dificuldades imensas oriundas de uma guerra que destruiu vidas e bens materiais como nunca se havia visto na história. Criados com dificuldades materiais, mas ricos em afeto e aconchego familiar, estes jovens, decidiram mudar os costumes da época, que se consolidaram nos anos 60 como a grande década das mudanças comportamentais. Música, moda, sexo, relacionamentos e as necessidades de fazer diferente da geração que havia levado o mundo à convulsão.
James Dean, o rebelde sem causa, morreu como viveu! No mesmo ano em que se transformou em ídolo da juventude, morreria em um acidente de carro. Mas, ficou o exemplo para os jovens daquela época. Lutar pelo que se entendia correto e participar, efetivamente, da nova sociedade que estava em criação. Estudar (não havia a aprovação automática), trabalhar e participar da sociedade em todos seus segmentos. O que movia os jovens daqueles anos trepidantes? A certeza de que, se pretendêssemos ter um futuro, teríamos que construí-lo! Nada seria gratuito!
Os jovens “Baby Boomers” construíram suas histórias, casaram, tiveram filhos, construíram seus patrimônios, trabalharam muito, foram à lua e, cometeram um erro que, hoje, atinge as novas gerações que chamo de extraviadas. Criaram gerações sem limites e que não sabem conviver com a frustração. Os pais “baby boomers” não ensinaram aos filhos a força do não. Pensando em preservar seus filhos das dificuldades por que tinham passado em sua juventude, facilitaram as vidas das novas gerações. Triste erro!
Há uma diferença, sob minha ótica, que reputo como fundamental. A geração pós Segunda Guerra sabia que o futuro seria construído e que sua participação seria necessária; espaço havia para tal, só dependia de cada um. Hoje a geração atual ao projetar o futuro encontra mais incertezas do que certezas. Seu concorrente no mercado de trabalho será um robô? Ou a inteligência artificial? Que habilidades serão necessárias para enfrentar o futuro? A Universidade está preparada para trabalhar estas habilidades ou repete, nos tempos atuais, o que já foi positivo há tempos atrás e, hoje, está obsoleto?
Há cursos universitários que não terão nenhuma aplicabilidade no futuro e, os que serão úteis carecem de interessados visto que o Ensino Médio não os qualifica para as necessidades dos cursos técnicos. Quando regra de três e percentagem são vistos como alienígenas pelos estudantes é sinal que a coisa está ruim. Observem a China e a formação de engenheiros e o número de vagas de empregos, no Brasil, na área de Tecnologia da Informação. Mas, no Brasil existe o maior plano de ajuda do mundo aos necessitados! Este é o caminho mais rápido para destruir o futuro!
Como já dizia Mahatma Gandhi “O futuro dependerá do que fazemos no presente.” Se continuarmos a brincar de estudar, planejar, viver como se não houvesse amanhã, efetivamente, não haverá amanhã!
Foto de Nicolas Lobos na Unsplash
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