Impressionante como tudo evolui rapidamente, tornando a vida aparentemente mais fácil, mas trazendo tensões que dificultam o dia a dia das pessoas.
A humanidade vive, hoje, em um estresse permanente! Ao mesmo tempo que a evolução promete facilitar nossas vidas traz com ela uma tensão que coloca em xeque toda nossa capacidade de responder aos desafios.
Desde tempos imemoriais a humanidade convive com desafios que ameaçam sua permanência no planeta; a busca por alimentos e abrigos já foi sua prioridade maior. Hoje, a velocidade das mudanças, talvez, seja seu maior desafio. Nunca tivemos tantos recursos materiais a disposição e nunca enfrentamos tantos problemas pessoais como nos tempos atuais. Basta ser um simples observador e ver o que acontece ao seu redor. Nas ruas, nos ônibus, nos bares, nas escolas!
Os jovens mostram suas ansiedades pensando que agridem as pessoas pintando seus cabelos nas mais diferentes cores ou transformando seus bonitos rostos em um simulacro de ferraria; são orelhas, narizes e supercílios cheios de piercings que gritam “preciso de ajuda.” Homens, com barba cerrada, usando vestidos em uma clara alusão ao “não estou nem aí.”
Como já perceberam, antes de nossos políticos, que a Inteligência Artificial traz a perspectiva de mudanças incríveis nas relações humanas e de trabalho, deixam de estudar e preferem se refugiar em atividades que lhes tragam algum conforto, mesmo que temporário. E, a vida segue seu caminho inevitável!
Há uma diferença fundamental entre os jovens das décadas de 50, 60, 70 e 80 do século passado para os jovens de hoje: perspectivas! Os jovens saídos do conflito representado pela Segunda Guerra Mundial tinham um mundo a ser reconstruído, tinham família a constituir, carreiras a serem construídas, patrimônios a serem erguidos. Não tinham tempo para futilidades e devaneios estéreis. Só cometeram um grande erro; entenderam que seus filhos não deveriam passar pelas dificuldades que haviam passado e, fizeram tudo para protegê-los das dificuldades que deveriam ter sido enfrentadas. Assim se criou uma geração de pessoas frágeis e desorientadas.
Com um mundo que perdeu, ao longo do tempo, seus valores mais nobres e com sistemas governamentais cada vez mais perdidos em suas indecisões, os jovens vagam como zumbis em busca de salvadores que lhes indiquem caminhos. Aumenta o número de pessoas que vivem sós, o egoísmo se transforma em bandeira para muitos, as drogas e a comida passam ser o refúgio de milhares e cresce a pandemia de moradores de rua e a obesidade. Problemas que passam a ser considerados normais pela convivência que estabelecemos com eles.
Enquanto isto a roda da economia continua seu processo de moagem. Cada vez são necessários novos produtos para mantê-la viva e atuante. O celular tem que ser trocado de 6 em 6 meses ou fica fora de moda, o carro idem, as roupas perdem sua validade para alguém que definiu que moda é produto essencial para a sobrevivência, as dietas alimentares são vendidas como panaceias para a cura de doenças e, aí você enquadra ou é apagado como superado. Vale lembrar que 23 milhões de famílias vivem de auxílios governamentais, que 70 milhões de brasileiros estão endividados e que o salário-mínimo é um dos menores da América do Sul.
Às vezes encontro amigos e conversamos sobre o envelhecer. Aqueles que já construíram parte da história que aí está, descobriram que só ao envelhecer percebemos o objetivo primordial da vida. Viver com sabedoria não significa tomar uísque de 3 milhões de dólares a garrafa, significa ter amigos e viver com frugalidade; por isto cresce o minimalismo e isto, talvez, evite um desastre maior. Como já disse, há muito tempo, Leonardo da Vinci “a simplicidade é o último grau da sofisticação!”.
Foto de Priscilla Du Preez 🇨🇦 na Unsplash
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