A gestação do sucesso de um programa de desenvolvimento educacional demora, aproximadamente, 20 anos. Coreia do Sul, Polônia e Finlândia são exemplos acabados desta afirmação.
A Coreia do Sul, após a guerra que originou as duas Coreias, fez uma opção por investir pesadamente em Educação. A transformação de um país pobre, baseado na agricultura de subsistência e com renda per capita de U$ 64, em um país rico, com forte indústria, desenvolvida cultura de inovação e renda per capita de U$ 36.000, ocorreu pela decisão de transformar o povo de figurante da pobreza em protagonista da riqueza.
A Polônia é outro exemplo marcante. Ao sair do jugo da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS – fez uma clara opção por investir na Educação e transformar o país em um dos países mais desenvolvidos da Europa. Em 1989 caiu o regime comunista e em 1990 o Partido Comunista foi declarado extinto. A renda per capita em 1990 era de U$ 1.700, e passou em 2024 a U$ 17.400. O sistema educacional polonês é obrigatório e, dos 6 aos 18 anos, os estudantes cumprem 8 anos (ensino primário), 4 anos (ensino secundário) e 5 anos de escola secundária técnica. Outros cursos técnicos sempre estão à disposição dos interessados.
A Finlândia é outro exemplo interessante. Até 1970 era um país agrário e com baixo desenvolvimento; neste ano foi feita a reforma que se convencionou chamar de “peruskoulu” e, priorizou fornecer igualdade de oportunidades e inclusão social. O incremento educacional proporcionou ao país dar um salto na qualidade de vida. Renda per capita da Finlândia em 2024, U$ 50.800.
Atualmente o mundo passa por mudanças estruturais profundas e mais do que nunca a Educação consolida-se como o fator diferencial. A Inteligência Artificial promete uma série de mudanças que possibilitará oportunidades e consolidará ameaças.
Alguns países, China, Estados Unidos, Itália e Finlândia, entre outros, já incluíram a Inteligência Artificial em seus currículos escolares. A hora de preparar os jovens é agora, pois a letargia decisória influenciará o futuro de todos com suas consequências nefastas.
O Brasil, país que se notabiliza por salas de aula do século XIX, professores do século XX e alunos do século XXI, discute ideologia de gênero, uso comum de banheiros, a paternidade nos registros de nascimento e vai por aí afora. Enquanto o país paga para alunos comparecerem as aulas no Ensino Médio e a progressão é automática, pois o saber é opcional e, assim, continuamos e continuaremos a ser a vanguarda do atraso dos países que, sentados sobre as riquezas de seu subsolo, esperam pelo milagre das facilidades e de continuar vivendo como párias do Estado.
Que as pessoas conscientes deste país e ligadas a Educação se lembrem “estamos preparando estudantes para profissões que não existem, para operar máquinas e equipamentos que não foram inventadas e para resolver problemas que sequer imaginamos”. Saber pensar será fundamental O que será que veremos em 2045?
Foto de João Pedro Vergara na Unsplash
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