O fato ainda é recente e muito comentado; a pandemia de Covid-19 deixou marcas e suas sequelas ainda são sentidas após anos passados.
O bichinho, invisível a olho nu, colocou o mundo em sistema de alerta e de joelhos. Isolamento para os mais suscetíveis de contrair o vírus proveniente da China, aulas suspensas na intenção de preservar crianças e professores, segmentos inteiros da economia impedidos de funcionar gerando quebra de negócios e desemprego massivo e os profissionais da linha de frente de combate extenuados física e espiritualmente.
O horror insuflado nas pessoas ia desde o uso de máscaras até cenas macabras vistas nas televisões com caminhões do exército conduzindo caixões fúnebres aos cemitérios; impossível esquecer imagens veiculadas das covas abertas a espera de seus inquilinos.
Hoje, através dos próprios órgãos que nos aterrorizaram, vêm informações dizendo que não era bem assim. As máscaras não teriam utilidade contra o vírus. As aulas não deveriam ter sido suspensas já que a incidência entre as crianças foi quase que nenhuma. A frequência às praias não deveria ter sido proibida e por aí seguem as cantilenas. As ilações sobre o porquê destas ações ainda são especulativas.
Voltando à nossa rotina vemos que o mundo segue girando e, volta após volta, o bicho homem, colocado na Terra para ser o topo da natureza, produz estragos que nem o microscópico vírus seria capaz de imaginar.
A guerra Rússia – Ucrânia já matou milhares de pessoas, trouxe prejuízos materiais que levarão anos para serem reconstituídos; Israel e, sua eterna luta pela sobrevivência, coloca-se contra boa parte do mundo e provoca uma guerra que parece não ter fim; na África, o Sudão é um bom exemplo de uma guerra que se eterniza e cuja solução parece utópica, somado a outros conflitos étnicos e por conquista de terras agricultáveis que assolam a África. Ah! Na África!
No Brasil vive-se, a cada dia, uma guerra urbana em todas as médias e grandes cidades. Em 2022 morreram em acidentes de trânsito em torno de 34 mil pessoas com idades entre 15 e 29 anos; impossível não citar as sequelas produzidas nos sobreviventes desta guerra diária e seu custo para o Estado.
O Fórum Brasileiro de Segurança mostra que o número de pessoas assassinadas em 2024 foi de 44 mil pessoas e que, apenas uma parcela insignificante são solucionados pelas investigações. Segundo a Cambridge University Press 26% da população brasileira vive em territórios dominados pelas facções criminosas e milícias.
O caso mais recente mostra que, o consumo de bebidas batizadas com metanol, em áreas nobres da capital paulista, a ousadia dos marginais não tem mais limites. A leniência da legislação penal produziu um estrago em que fica difícil visualizar a saída.
A lista é interminável e transita pelo roubo de telefones celulares, estupros, crimes cometidos por menores, além dos crimes cibernéticos que encontraram terreno fértil em Terra Brasilis, pois é adubado com a ignorância produzida pela péssima qualidade da Educação do povo da terra onde canta o sabiá!
Foto de engin akyurt na Unsplash
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