Não precisa ser assim. Copywriting criativo é, sim, uma realidade, ainda que seja subestimado por muita gente do meio. A grande questão é a seguinte: é preciso desenvolver as técnicas certas e expandir suas ferramentas para que essa estratégia surta efeito. Cases de sucesso existem, e devem inspirar, e não intimidar.
Neste artigo veremos exatamente isso: algumas dicas práticas de como desenvolver seu estilo de copywriting mais criativo.
Como desenvolver o estilo de copywriting criativo
A ideia é sair do texto engessado que muitas vezes é a característica mais marcante da escrita no marketing digital. Confira, a seguir, 10 ideias para expandir suas ferramentas no copywriting.
1. Não subestime o storytelling
É normal vermos em anúncios de vaga em agências o storytelling sendo anunciado como um grande diferencial para quem quiser fazer parte da equipe. Na prática, porém, muitos ambientes de trabalho e profissionais têm medo de se arriscar com essa ferramenta – que, quando usada corretamente, pode fazer a diferença.
Storytelling, vale lembrar, nada mais é do que a arte de contar uma história através do texto. Existem inúmeras técnicas de como fazer isso acontecer, e várias são válidas para quem trabalha com copywriting.
Não há fórmula mágica de como aplicar storytelling e garantir sucesso; o que existe, por sua vez, são estratégias: escrever de forma a interessar o usuário, fazer com que ele se identifique com a narrativa, utilizar linguagem acessível e, no fim das contas, tornar o texto um vetor que leva o usuário não necessariamente ao CTA, mas de algum modo a aceitar a marca, produto ou serviço sob uma luz positiva.
2. Expanda sua técnica de escrita
Pode parecer uma dica até ingênua, mas não é, especialmente se a sua área é o Marketing de Conteúdo e você faz curadoria de conteúdo. A qualidade diferenciada de escrita continua sendo a principal arma de quem trabalha com produção de conteúdo textual – isso desde o copywriter até o autor de ficção, passando por um sem-número de áreas no meio. Dessa forma, manter tais habilidades afiadas é vital para sobreviver nesse mercado.
Por manter a habilidade afiada, portanto, entenda expandir conhecimentos e técnicas. Isso inclui hábitos de leitura, por exemplo, e também de escrita – especialmente se for fora da zona de conforto. Quem está muito acostumado com copywriting certamente terá uma chance maior de expandir sua escrita ao se arriscar em outra área textual.
3. Obtenha referências
As referências entram em contato direto com o storytelling, já explicado anteriormente. Isso é importante por um motivo muito simples: permite identificação e empatia.
Quem trabalha com publicidade, marketing e áreas correlatas sabe que tentar inserir um conteúdo de forma forçada simplesmente por conta do hype muitas vezes é um tiro no pé. Melhor exemplo não há do que quando agências investem pesado em campanhas que usam memes, só para receber como resposta do público uma resposta negativa, pois o usuário sente que sua área (o meme) foi “invadida” por quem não deveria mexer com isso.
As referências, enfim, são o que vai permitir ao redator criar uma conexão genuína com o usuário, muitas vezes obtendo respeito e, assim, consolidando a relação cliente-produto sob uma ótica mais saudável e duradoura.
4. Promova associação de ideias
Marketing é a arte da insinuação, e poucas ferramentas são mais poderosas para quem quer anunciar seu produto do que garantir uma associação de ideias por parte do usuário. Isso significa, naturalmente, relacionar o produto com conceitos positivos, valores com os quais o usuário se identifica, etc.
A ideia aqui é simples: se o produto for encarado simplesmente como produto, ele não tem tanto apelo. Se for, por sua vez, devidamente relacionado com uma ideia positiva e poderosa, ele pode passar a ser entendido como uma extensão dessa mesma ideia.
5. Atente-se à sua linguagem e tom adotados
Tão (ou até mais) importante do que referências, atentar-se à linguagem e ao tom usado nas campanhas e textos é essencial para que o efeito final seja positivo. Na hora da escrita criativa, é fácil se perder por caminhos como devaneios fantasiosos, comunicação agressiva e coisas do tipo. São erros a serem evitados.
O mesmo vale para o tom do texto. Isso se relaciona diretamente ao conceito de storytelling que vimos anteriormente; é importante fazer com que o usuário se conecte com o conteúdo de forma positiva, e o meio para atingir isso é usando o tom textual correto. Se for condescendente, vai irritar o leitor; se for muito técnico, pode afugentá-lo, e assim por diante.
6. Nunca subestime o SEO
Por mais que a escrita criativa possa e deva ter espaço no kit de ferramentas do copywriter, ele não pode se esquecer do básico: ele precisa ser visto, antes de qualquer outra coisa. É aí que entra o SEO, isto é, a otimização do seu conteúdo para que ele seja não apenas interessante para quem lê, mas para quem simplesmente apareça como opção de leitura durante as pesquisas dos potenciais usuários.
Dominar o SEO, portanto, é manter a porta de entrada aberta para quem chega e se interessa pelo que está sendo anunciado. O correto, portanto, é nunca subestimar o SEO, e investir na qualidade do texto, pesquisa de KWs, garantir a melhor UX possível, e por aí vai.
7. Consuma material além do copywriting
Não é só porque trabalhos com copywriting que nosso investimento em leituras e novos conhecimentos também devem parar por aí. Quanto mais embasamento o redator tiver, maior será sua capacidade de escrever um texto versátil, criativo e agradável de ler, sempre considerando a variedade do público.
Ler ficção, por exemplo, permite que a criatividade flua; investir seu tempo consumindo material de áreas vizinhas (jornalismo, arte, cultura, etc.) também permite criar uma base de conhecimentos mais sólida, e que mais adiante pode se tornar uma nova fonte de ideias e aplicação de conceitos.
8. Coloque-se no lugar do usuário
O que falamos sobre empatia, lá no começo, precisa ser uma preocupação constante da equipe de redação e criatividade – especialmente na hora do final eye, isto é, antes de veicular a peça, seja ela qual for. No fim das contas, o posicionamento de quem produz conteúdo deve ser muito simples: “se eu fosse o público-alvo, me sentiria bem ao ver isso que acabei de fazer?”.
É justamente quando essa pergunta não é feita que muita gente desliza – inclusive empresas grandes. Se o conteúdo final tiver polêmica gratuita, que não gera discussão válida, e sim algum tipo de repulsa, pode ser importante repensar toda a estratégia.
Isso é algo especialmente importante com a Geração Z, a mais nova a entrar no mercado de trabalho e de consumo, e para a qual enxergar seus valores aplicados em materiais publicitários configura não apenas um diferencial – é praticamente um filtro entre o que será considerado para consumo e o que será descartado como inadequado.
9. Use a IA como aliada, não como muleta
Impossível falar de escrita criativa hoje sem falar de Inteligência Artificial. Num momento em que agências e produtoras de todos os tipos estão a IA como substituta para redatores humanos, nunca foi tão importante entender como essa ferramenta pode ser uma aliada – não um substituto, e muito menos um inimigo.
Ninguém domina todos os tópicos de todos os assuntos, e nem poderia ser o contrário. A IA pode muito bem entrar aí: como fornecedora de insights, dados e números relevantes. Ao invés de deixar o ChatGPT ou outra ferramenta fazer o trabalho por você, uma estratégia mais inteligente é usá-los como suporte técnico, fornecedores de dados (que, lembre-se, devem ser checados!) e fonte de ideias que possam ter passado batido.
10. Saiba converter a escrita criativa em ação do usuário
Por mais que trabalhemos com valores como empatia e ética sob vários aspectos, eles não substituem o objetivo final do copywriting, seja ele criativo ou não: a conversão de usuários em clientes. Esse é, no final das contas, o maior de todos os desafios. É preciso garantir que, depois de passar por todas as etapas de coleta de dados, qualidade de escrita, ideias empáticas e storytelling, o que está sendo oferecido seja, enfim, atrativo para o usuário/cliente.
Não existe equação perfeita de como fazer isso, é claro. Todavia, considerando todas as dicas que vimos até agora, já é possível criar um mosaico que permite elaborar novas estratégias para o copywriting como ele é hoje. Criatividade é meio, e não fim em si mesmo.
Diferenciais que tornam nossos profissionais um copywriting criativo
Uma agência de marketing digital, com foco para o marketing de conteúdo, conta com uma equipe de copywriting criativos. São profissionais chamados ‘copywriting SEO’, que desempenham técnicas de escrita para a otimização de textos. Ou seja, faz com que os conteúdos sejam encontrados nos mecanismos de busca. Mas, você pode ter esses profissionais em sua equipe.
Com as estratégias certas, os conteúdos produzidos pela equipe são reconhecidos pelos buscadores. Além disso, conseguem boas posições nos resultados de pesquisas, sejam eles criados para seus portais ou de parceiros.
Mas, muito além das técnicas de SEO, a equipe de copywriting criativo deixa os conteúdos ainda mais interessantes para o público-alvo. Afinal, ao utilizar a criatividade na produção de textos, eles não só são entendidos pelos algoritmos dos buscadores, como também são atraentes aos usuários.
Para isso, invista em diferentes estratégias de escrita, como as que são comuns entre os copywriter:
- Escolha de palavras-chave;
- Título SEO e Meta Descrição otimizadas;
- Inserção de imagens otimizadas;
- Títulos e subtítulos atraentes e otimizados;
- Tags;
- Links internos e externos inseridos naturalmente;
- Entre outras.
Bem como também as estratégias de escrita que são usadas por copywriter criativos, que tem como foco a experiência do usuário (UX):
- Elaboração de conteúdos que sanam as dúvidas dos leitores;
- Estruturação do texto que facilita a leitura com H2, H3, bullet points, imagens, vídeos, infográficos e outros;
- Criação de conteúdos otimizados para dispositivos móveis;
- Pesquisa do público-alvo;
- Entre outras.
Veja alguns trabalhos realizados para diferentes clientes e entenda como esses conteúdos são:
Conteúdo otimizado e com melhora na posição nos buscadores
Imagem: Babbel
O conteúdo acima foi otimizado e reestruturada parte do texto, com inserção de palavras-chave, principais e secundárias. Além disso, com adição de conteúdo novo, elevando as informações para os leitores. Para atingir o topo dos buscadores, é preciso trabalhar também com outras técnicas de SEO, como inserção de links internos e externos.
Com isso, o conteúdo conseguiu subir nas posições do Google, já que os usuários passaram a acessá-lo mais. Tudo isso faz parte das estratégias de copywriting criativo.
Estruturação mais intuitiva
Um conteúdo bem estruturado, com H2, imagens e outros é mais gostoso de ler, concorda? Investir no copywriting criativo e produzir conteúdos de qualidade e atraente é fundamental. Observe alguns exemplos:
Imagens para o passo a passo
Imagem: O Fuxico
Um conteúdo com passo a passo sobre como fazer algo fica melhor com imagens que ilustram o que está escrito. Essa ação contribui muito para o bom resultado da marca no mercado. Afinal, essa é uma estratégia de marketing de conteúdo que funciona bem e pode ser aplicada ao criar um conteúdo para as ações de link building.
Inserção de infográficos
Imagem: SeguroAuto.org
Se o conteúdo contém dados, estatísticas, índices e outras informações do tipo, inserir um infográfico torna o conteúdo mais dinâmico. Ter esse olhar é parte das estratégias de copywriting criativo.
Índice no topo da página
Páginas com índices tornam a leitura mais proveitosa, já que o leitor pode ir direto à informação que deseja obter. Além disso, insira um índice clicável. Ou seja, o usuário não apenas saberá o que vai encontrar, como pode clicar e ir direto ao assunto.
Informação direta com bullets points
Ao inserir bullets points, além de facilitar o leitor a encontrar as dicas, a leitura fica mais fácil. Além disso, o conteúdo fica mais limpo e agradável, como você pode observar no conteúdo de guest post da imagem acima.
Então, agora você já sabe as vantagens do copywriting criativo e como expandir seu kit de ferramentas.
Foto do topo: Unsplash





