Há um dito popular que prega: “o grande castigo de quem não gosta de política é ser governado pelos que gostam”. De fato, temos visto que o distanciamento da política e a opção pelo voto em candidatos despreparados ou com problemas éticos nos tornaram reféns de representantes inadequados. Com as finanças a situação é parecida. Muita gente diz não entender, não ter paciência ou simplesmente não gostar de acompanhar o mercado. Mas será que o “analfabeto financeiro” não está entregue nas mãos daqueles que dominam a informação?
A resposta é simples: sim. Quem não se preocupa em buscar informação sobre temas “chatos” como investimentos, taxas de administração, rentabilidade, entre outros, está perdendo dinheiro.
Duas situações bastante comuns ajudam a ilustrar o caso.
Na primeira, o correntista tem uma sobra de recursos na conta corrente e busca um investimento. O gerente do banco oferece a ele a oportunidade de aplicar na caderneta de poupança. A comodidade e a oferta de segurança conquistam o cliente.
Ele não sabe, mas hoje, aplicadas nessa opção, suas economias vão ter correção menor do que a inflação. A situação pode ficar ainda pior. Muita gente mantém o dinheiro na poupança mesmo estando com a conta corrente no vermelho, girando recursos no cheque especial. Uma informação apenas já mostra o tamanho do equívoco dessa escolha.
Os juros cobrados em 20 dias de cheque especial são maiores do que os juros que corrigem uma aplicação mantida na poupança por um ano.
Outro caso complicado de se entender é o dos títulos de capitalização. A modalidade cobra taxas de contratação e administração bastante elevadas, que podem chegar a 20%. O saldo restante do recurso aplicado é corrigido pela mesma taxa praticada nas aplicações da poupança. Na prática, portanto, o ganho ao longo do tempo é ainda menor.
A saída simplista é criticar o banco, que vende esses serviços. Mas isso é um equívoco. Em vez de se queixar, o cliente precisa é dedicar parte do seu tempo à busca por informação. Cada um deve tomar as rédeas de suas aplicações, o que chamamos de “empoderamento financeiro”, e escolher a opção mais favorável para si. Busque conhecer mais sobre aplicações financeiras. Você só tem a ganhar. Voltaremos ao assunto!
