Imagem: Guilherme Pinto da Luz
Entre os dias 9 e 11 de abril de 2025, a cidade de Brighton, no Reino Unido, recebeu mais uma edição do BrightonSEO— um dos maiores e mais influentes eventos do mundo quando o assunto é marketing de performance, SEO e conteúdo.
Em um cenário cada vez mais saturado por automações, IA e produção em escala, o evento trouxe uma mensagem clara: a próxima fronteira da performance está menos na quantidade e mais na intencionalidade.
Uma das palestras mais marcantes veio da estrategista Sarah Pokorna, que defendeu o uso de mindset-based targeting como caminho para criar conteúdo com mais conversão e menos desperdício. A proposta? Fazer cinco vezes mais com cinco vezes menos, desde que se entenda com profundidade quem está do outro lado da tela. Ao invés de focar apenas em dados demográficos superficiais, Sarah propõe olhar para a psicografia: os valores, desejos, crenças e formas de pensar que realmente movem o comportamento do consumidor.
Para ilustrar, ela trouxe a metáfora do Elefante e o Cavaleiro: o cavaleiro representa nosso lado lógico e racional; o elefante, nossa força emocional — aquela que, no fim das contas, decide o caminho. Mesmo que o conteúdo seja estrategicamente estruturado, se ele não mobiliza emoção, não há movimento. É uma lição poderosa para quem trabalha com landing pages, e-commerce, branding ou conteúdo informativo: não basta ser claro, é preciso ser sentido.
Sarah reforçou ainda a importância de “otimizar a experiência de conversa” — ou seja, criar conteúdos que não apenas informam, mas que validam o que o consumidor pensa, sente e, muitas vezes, ainda não sabe como expressar.
Em outro painel complementar, Carl Poxon destacou como a estruturação de content clusters pode facilitar a jornada do usuário, organizando os temas de forma mais natural e centrada no comportamento real de busca. Uma técnica simples, mas que, aliada à compreensão empática do público, potencializa não apenas a conversão, mas a experiência como um todo.
No fim, o recado de BrightonSEO 2025 é direto: menos volume, mais valor. Menos produção desenfreada, mais escuta estratégica. Em tempos de excesso de dados e automação generalizada, a verdadeira vantagem está em entender com profundidade quem é o outro — e como podemos falar com ele, não apenas sobre ele.
Guilherme da Luz,, especialista em SEO e colunista do AcontecendoAqui.com.br

