Na última quinta-feira participei da Rodada Nacional organizada pela FENAPRO e pelo SINAPRO SC, na ocasião foi apresentado um painel sobre os impactos da NR1 e os desafios que as empresas terão para se adaptar a esse novo cenário.
O debate contou com:
• Ana Celina Bueno — Presidente da Fenapro
• Ana Carolina Kroeff — Advogada trabalhista empresarial
• Jonas Rasche — Desenvolvimento Humano e Organizacional na Operad
• Daniel Silva — Presidente do Sinapro SC e CEO da Agência Quadra
E existe um ponto importante aqui:
as agências, assim como diversas outras empresas, estão vivendo um momento que exige agilidade na mudança do modelo de gestão e até do próprio modelo de negócio.
Porque a atualização da NR1 não trata apenas de documentação.
Ela exige capacidade de identificar riscos psicossociais, criar processos preventivos e construir ambientes de trabalho mais saudáveis e sustentáveis.
E isso começa no diagnóstico.
Entender o cenário atual da empresa.
Mapear riscos.
Ouvir a equipe.
Identificar gargalos.
Avaliar se as funções exercidas estão realmente alinhadas com aquilo que foi contratado.
E, a partir disso, construir um plano de ação coerente com a realidade da operação.
Um ponto muito importante reforçado pela advogada Ana Carolina Kroeff foi que esse cuidado não vale apenas para colaboradores CLT.
Os vínculos PJ também precisam de atenção.
A forma como a empresa cobra metas, conduz feedbacks, organiza jornadas, estabelece pressão e oferece suporte pode gerar riscos independentemente do modelo de contratação.
Durante o painel também foram compartilhadas boas práticas que ajudam a reduzir riscos psicossociais dentro das organizações.
Entre elas:
• aplicar questionários para entender quais riscos os próprios colaboradores percebem na rotina
• treinar lideranças para feedbacks mais assertivos e comunicação não violenta
• documentar diretrizes e responsabilidades desde o início da contratação
• orientar pausas, ergonomia e organização da rotina de trabalho
• estruturar ações simples de bem-estar no dia a dia
E isso não significa necessariamente grandes investimentos.
Às vezes começa em ações simples:
- uma prática de Pomodoro para reduzir sobrecarga mental,
- momentos de alongamento,
- orientações de respiração para ansiedade,
- pausas conscientes,
- ou até algo básico como disponibilizar frutas para a equipe.
Pode parecer pequeno.
Mas pequenas práticas constantes moldam cultura.
E aqui entra uma reflexão muito minha depois desse encontro:
o plano de gerenciamento de riscos é apenas o primeiro passo.
O verdadeiro desafio está na execução da gestão no dia a dia.
Porque cultura organizacional não se sustenta em discurso.
Ela aparece na rotina.
Na forma como a liderança se comunica.
Na maneira como as metas são cobradas.
No tipo de ambiente que a empresa constrói todos os dias.
Na minha visão, é exatamente aqui que a gestão ágil se conecta com esse novo cenário.
Porque gestão ágil não é apenas velocidade operacional.
É criar clareza.
Prioridade.
Comunicação saudável.
Acompanhamento contínuo.
Menos caos.
Mais sustentabilidade operacional.
No fim, a NR1 talvez esteja trazendo uma das discussões mais importantes dos últimos anos para as empresas:
- crescimento saudável não depende apenas de performance.
Depende da forma como o trabalho acontece.
Se você quer entender como aplicar gestão ágil na sua agência ou no seu time de marketing para criar um ambiente alinhado às exigências da NR1 — e mais do que isso, colher os benefícios com mais lucro, crescimento e liberdade — acompanhe o perfil @bernawagnerpro.
Crédito Foto: produzida pela Colunista com apoio de IA
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