Florianópolis é palco do #DWXperience, consolidando a cidade como um polo estratégico nas discussões sobre o futuro da Inteligência Artificial e da análise de dados.
Ao circular pelo evento e absorver os insights das principais referências do país, uma coisa ficou clara: o debate evoluiu. Já não se trata apenas de adotar tecnologia. A questão central agora é a maturidade com que utilizamos essas ferramentas.
Um dos momentos mais provocativos foi a palestra de Daniella Vieira, executiva de TI da Neo Crédito, com experiência em projetos de IA no Banco Itaú, CELESC e SEBRAE. Em “Maturidade de TI na era da IA”, ela trouxe perguntas que deveriam estar na mesa de qualquer organização:
• O que define maturidade em IA?
• Qual é a jornada real para alcançá-la?
• Como estruturar um modelo aplicável?
• E, principalmente: qual é o ROI disso tudo?
Essa provocação dialoga diretamente com minha pesquisa de doutorado no Programa de Pós-graduação em Engenharia, Gestão e Mídia do Conhecimento (PPGEGC) da Universidade Federal de Santa Catarina.
Se, por um lado, a engenharia de software busca maturidade técnica e operacional, por outro, a comunicação precisa avançar na maturidade narrativa e representativa. É nesse ponto que entram o data #storytelling e o ativismo de dados.
Vivemos uma abundância de automação. Mas é essencial lembrar: dados não são neutros. São construções humanas, parciais, carregadas de contexto.
E mais: toda visualização é uma escolha.
Defendo, por isso, a aplicação do #DataHumanism, abordagem que valoriza a complexidade e prioriza o small data como forma de resgatar a densidade humana frequentemente perdida nas abstrações estatísticas.
Toda vez que construímos um gráfico ou dashboard, lidamos com uma “ética das ausências”. O que não mostramos também comunica. E pode, inclusive, silenciar realidades importantes.
É justamente nessa intersecção entre rigor analítico e sensibilidade humana que tenho estruturado meu trabalho.
No desenvolvimento de estratégias para órgãos públicos e campanhas de marketing político, dados não podem ser apenas planilhas. Precisam ser traduzidos em narrativas de transparência, capazes de gerar confiança e engajamento.
Porque, no fim, ninguém se conecta com algoritmos.
As pessoas se conectam com histórias.
Levo essa mesma lógica para o marketing digital, à frente da Qualé Comunicação+Digital, e para a escrita de biografias corporativas no Carlo Manfroi Story Studio. O objetivo não é apenas otimizar segmentações, mas encontrar a alma da marca.
As organizações mais maduras já entenderam isso:
Não basta ter a melhor IA.
Se a mensagem não for autêntica, não há conexão.
Para quem acompanhou o DWXperience, a lição é clara:
A Inteligência Artificial Generativa exige infraestrutura, método e maturidade.
Mas é a nossa capacidade humana, crítica e ética de contar histórias que transforma dados em conexões reais.
