Na quarta-feira, 18 de junho, o Cannes Lions 2025 recebeu um dos encontros mais marcantes da semana: o painel “The New Creative Frontier: AI as Muse & Marketer”, promovido pela Adobe com a participação de Shantanu Narayen(CEO global da marca) e Arthur Sadoun (chairman e CEO do Publicis Groupe).
O encontro foi palco da entrega do primeiro Creative Champion Award da história do festival — um reconhecimento simbólico e provocativo a Narayen, por seu compromisso com a criatividade em tempos de disrupção tecnológica.
Criatividade com coragem — e com código
A fala de abertura de Sadoun deu o tom do encontro: “Você é o único líder de tech que realmente defende os criativos.” Com esse elogio público, ele deixou claro que o reconhecimento à Adobe ia além de produtos ou interface — era uma posição política. Em tempos de hype em torno da inteligência artificial, Narayen representa uma exceção: não busca substituir, mas potencializar o trabalho criativo.
Na minha 13ª cobertura do festival, ainda me impressiona ver como a Adobe mantém um discurso consistente — e necessário — sobre o papel da tecnologia como ferramenta, não fetiche. E como Sadoun consegue traduzir dilemas complexos com uma mistura de lucidez e ironia cirúrgica.
Grandes ideias, jovens talentos e decisões impopulares
Sadoun relembrou a decisão de tirar a Publicis de eventos como CES e até o próprio Cannes, para redirecionar investimentos em IA. “Fui criticado, claro. Mas hoje conseguimos fazer com que um jovem criativo na China contribua para uma campanha do Super Bowl. Isso muda tudo.”
E provocou: “Não é só sobre ferramentas. É sobre coragem de apresentar uma ideia, convencer o cliente, insistir nela — mesmo que isso custe o cargo. Se perdermos isso, perdemos tudo.”
Plataformas precisam de pessoas
A discussão girou também em torno de uma equação-chave para o futuro do marketing: plataforma + serviço = transformação real. “Você pode ter a melhor tecnologia do mundo, mas se não tiver quem a opere com sensibilidade criativa e visão estratégica, ela é só uma caixa vazia.”
Narayen reforçou que a trajetória da Adobe sempre foi guiada pela ideia de democratizar a criação. “Com IA, queremos tornar a experiência mais intuitiva, mais divertida e mais acessível — para qualquer pessoa, em qualquer lugar.”
Firefly e o futuro da ideação criativa
Como desfecho, o CEO da Adobe apresentou o novo Firefly para ideação assistida por IA. A proposta: transformar ideias em imagens, vídeos ou narrativas de forma conversacional. “Ideation is going to explode”, afirmou.

Na foto: Palco do Debussy Theatre durante o painel com Adobe e Publicis | Crédito: Guilherme da Luz
O que sua empresa pode aprender com isso
- Não terceirize a inteligência criativa: IA só funciona bem quando parte de uma ideia ousada e humana
- Ferramentas precisam de líderes: nenhuma plataforma entrega resultado sem profissionais que saibam onde querem chegar
- Coragem também é estratégia: decisões impopulares hoje (como sair de grandes eventos) podem se traduzir em vantagem amanhã
- A nova era da criação é híbrida: sua equipe vai precisar dominar tanto o brainstorming quanto os prompts
🟡 Nota do editor: este conteúdo foi produzido diretamente de Cannes, com base na cobertura presencial do evento da Adobe e da Publicis no Debussy Theatre. A estrutura e revisão do texto foram otimizadas com apoio da IA (ChatGPT), para organizar os trechos mais relevantes da conversa — sem perder as entrelinhas.
Produção estimada:
💻 Com IA: 50 minutos — seleção e costura das falas, intertítulos e checagem de referências sobre Firefly, Creative Champion Award e o sotaque francês puxado do CEO da Publicis.
✍️ Sem IA: eu provavelmente ainda estaria procurando no caderno se foi o Sadoun ou o Narayen que falou do cartão de Natal. — e o Firefly já teria virado fumaça.
Originalidade editorial: 88%
Uso de IA: 12%
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