CANNES 18 | Androids, Inteligência Artificial e o Futuro da Criatividade Humana
18 de Junho de 2018

CANNES 18 | Androids, Inteligência Artificial e o Futuro da Criatividade Humana

 

 

Na conferência desta segunda-feira, 18/06, liderada por Kyoko Yonezawa, Critiva de Tecnologia na Dentsu, acompanhada de Totto, androide apresentadora de um programa de TV no Japão, junto com Hiroshi Ishiguro, professor na Universidade de Osaka, e Kei Wakabayashi, editor na Blkswn.

A conferência começou com uma introdução feita pelo professor Hiroshi, que explicou como a Inteligência Artificial superou a humanidade, e a inteligência artificial dos filmes de ficção científica, hoje, já está ativa e até obsoleta.

Ele explicou a diferença entre robôs androides e humanóides robôs (robôs que se aparentam a humanos).

Hiroshi nos esclarece a importância dos humanóides, pois a face ideal para um humano é a de um humano, e esse robôs desenvolveram uma linguagem para compreender e comunicar com humanos. São robôs com intenções e desejos.

Eles analisam os comportamentos, e criam uma intenção, para poder prever um desejo.

Ele exemplificou com Erika, o exemplo de uma robô japonesa que deseja se comunicar e ser reconhecida como humana.

Totto é uma android que apresenta um programa de televisão no Japão, a androide mais conhecida do Japão. Ela trocou algumas palavras em japonês com o publicou e serviu de exemplo de um humanóide que trabalha ativamente hoje.

O futuro da humanidade, de acordo com Hiroshi, será juntamente com tecnologias avançadas. “O homem é um animal com tecnologia, e o ser humano sempre tenta aumentar suas habilidades. Uma mistura de tecnologia, e matéria inorgânica. Porém no futuro, os corpos orgânicos não serão uma precondição para um homem existir”, reforça o professor.
“Em 1000 anos teremos homens 100% inorgânicos. O objetivo é criar uma vida inteligente 100% inorgânica”, declarou Hiroshi.

O que os humanos farão para viver?
Essa pergunta foi respondida por Kei, que usou como exemplo a primeira publicação sobre robôs feita no livro da Rossum Universal Robots, há mais de 100 anos.
Ninguém viverá na pobreza, estaremos livres de trabalho, pois os robôs farão o trabalho.
Pessoas deixarão de servir a outras pessoas. Paraíso ou inferno?

O que é trabalho? Por que trabalhamos? O que conduz a evolução humana?, indagou Kei Wakabayashi, que afirma que a inteligência artificial deve ir além da produtividade e economia.

E neste gancho Kyoko Yonezawa continuou explicando os diferentes tipos de tarefas, e quais delas serão responsabilidades dos robôs e quais serão responsabilidades dos humanos.

Trabalhos que exigem pouco raciocínio e de rotina podem e já são feitos por inteligência artificial, como a triagem de legumes no Japão por reconhecimento de câmeras.

Trabalhos irracionais e de rotina, os humanos farão melhor, como uma baby-sitter, ou barmaids japonesas que se encarregam não somente em servir bebidas mas também em manter uma conversa.

Tarefas poucos racionais porém não rotineiras, são melhor realizadas na combinação do homem com a inteligência artificial dos robôs.  Como a Totto, que na verdade é uma cópia da apresentadora de TV mais vista do Japão, a Tetsuko Kuroyanagi.

Tarefas irracionais e de possibilidades ilimitadas podem ser feitas somente por humanos, o que somente humanos podem fazer. Essas seriam atividades com valores culturais e sociais.
Como por exemplo as tarefas que exigem criatividade.

A importância da produtividade no trabalho será reduzida. O trabalho humano não precisará mais ser medido.

Porém em 1000 anos a inteligência artificial poderá fazer todos os trabalhos de acordo com eles.

A inteligência artificial no marketing e na publicidade permitirá a criação de novas alianças, conectando companhias que nunca se encontrariam. Poderão ser criadas novas comunidades e redefinidos nossos empregos, que serão guiados pela criatividade reestruturando a humanidade. 

 

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