
Sandro Pinto – Imagino que o conceito que eu tenho é o mesmo da maioria: é você poder dizer ao cliente que o trabalho dele e da agência são referências internacionais. Na carreira de um criativo: o amadurecimento. Se não despertar isso, vira prêmio pro ego, ou seja, inútil.
AAqui – Poucas agências catarinenses já concorreram na premiação. Na sua opinião, por que essa pequena participação?
S. P . – Cannes já é hábito em alguns mercados. Essa é a questão. Tem que criar a cultura de participação. E isso pode levar um bom tempo. Trabalhamos em uma realidade difícil. Outro ponto: quem já trabalhou em São Paulo sabe que esse festival movimenta a rotina das agências, principalmente alguns meses antes das inscrições. A cobrança pelo desempenho também é muito forte. Daí entra a questão: nosso mercado está disposto a virar noites e finais de semana para criar exclusivamente pra Cannes?
Não quero dizer que todas as agências de lá fazem isso. Mas por experiência própria: a maioria.
AAqui – Você já esteve em Cannes acompanhando o Festival?
S. P . – Não.
AAqui – Algum trabalho que teve sua participação já concorreu em Cannes?
S. P . – Não.
AAqui – Por quais motivos você não inscreve trabalhos em Cannes?
S. P . – É um filtro bem diferente que a equipe tem que fazer. São vários fatores a serem analisados. Muitas vezes o resultado de um case daqui não é o suficiente para “comover” um jurado de Cannes.
AAqui – Qual trabalho brasileiro pode surpreender em Cannes neste ano?
S. P . – Gosto muito do Cell Phone Nullifier da Polar.
Leia Também:
Série “Cannes sob o ponto de vista dos criativos catarinenses”, com Rogério Alves – Propague
Série “Cannes sob o ponto de vista dos criativos catarinenses”, com Stalimir Vieira – CMC
ESTREIA: Série “Cannes sob o ponto de vista dos criativos catarinenses” começa com Katiany Pinho – BZZ