Publicado originariamente em junho de 2010
Crônica do publicitário Emílio Cerri
Você deveria ter ido, eu também. Mas ficamos por aqui nas nossas paróquias rezando as nossas pequenas missas e pregando nossos pequenos evangelhos. Certo, isso não é vergonha para ninguém. Mas ir a Cannes deveria ser uma obrigação anual, nem tanto pelos prêmios, as celebridades, as badalações. Mas principalmente pelo que se pode aprender. Principalmente para estar em dia com o futuro.
O que nos impediu de ir? O preço da viagem e da inscrição? Nosso limitado (ou inexistente) inglês? Ou, quem sabe, o medo da gripe suína? Isso não é desculpa. Você deveria estar lá e eu também. Para entender o que mudou e o que ainda não morreu. Para saber como sobreviver.
Estar em Cannes neste ano de crise era fundamental. Porque lá eles falaram e mostraram que as tais oportunidades nas crises existem mesmo. Estar em Cannes desta vez era importante. Para participar da grande aula do caso Obama, para aplaudir de pé o Spike Lee. Para ver, ouvir e tocar porque o “beyond the line” agora é tudo. Para testemunhar a morte e a ressurreição da publicidade com um novo nome ainda não definido. E, especialmente, para abraçar a turma da DM9. Eles recuperaram o orgulho publicitário brasileiro. No ano que vem a gente vai, certo?

