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Facebook e a luta pela regulação da Libra
25 de Outubro de 2019

Facebook e a luta pela regulação da Libra

O criador do Facebook, Mark Zuckerberg, compareceu na última quarta-feira (23) ao Comitê Bancário da Câmara dos Estados Unidos para desvendar alguns aspectos relacionados a Libra, espécie de bitcoin que o programador deseja implementar na sua plataforma digital. Com a perda da parceria de empresas como Visa e Mastercard, Mark tenta convencer o governo local de que a moeda está dentro das normas requisitadas para dar início a atuação na rede. Confira alguns pontos relevantes destacados por Mark:

Regulação da Libra
Durante a sessão, Mark disse estar aberto a negociações com reguladores que desejam que a moeda esteja apoiada pelo dólar americano. O empresário também afirmou a intenção de não passar a frente da Associação Libra nas decisões, e deixou claro que as informações digitais da moeda ficariam a parte da rede social. Quando questionado sobre a possível relação com lavagens de dinheiro e financiamento de organizações terroristas, Zuckerberg não respondeu. O programador se contentou em dizer que por se tratar de um projeto perigoso, é compreensível a saída de empresas (referindo-se à Visa e Mastercard). 

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Facebook não é Libra
No que diz respeito a questões regulatórias e críticas, Mark argumentou: “Nós não controlamos a Libra”, e na tentativa de desassociar-se da Associação Libra, comentou que se sente desconfortável em seguir com um processo sem autorização, e que pode ser realizado independentemente da rede social. Entretanto, alguns congressistas acreditam que o plano de Zuckerberg é falso e que o Facebook não está desassociado da Associação Libra.

Versão chinesa da Libra
Como estratégia de convencer os reguladores dos Estados Unidos a permitir ou não a moeda, Mark usou o argumento que, a China ultrapassaria o país nesse quesito, já que o país firmou uma parceria público-privada que garante o uso de uma moeda digital nacional. O programador ainda tenta destacar o avanço tecnológico e comercial que os Estados Unidos alcançaria com a liberão da Libra. 

Política de desinformação e falta de confiança
Outro ponto levantado pelo Senadoo é a falta de confiança que as pessoas passaram a ter na rede social. Com perguntas sobre a política de anúncios da plataforma permitir a publicação de notícias falsas, o empresário afirmou que a empresa está desenvolvendo uma tecnologia para proibir a deepfake – que é, basicamente, manipulação de vídeos com a intenção de combinar falas com imagens já existentes – além do projeto de reformulação da guia de notícias da plataforma. 

Diversidade e discriminação
Ainda questionado sobre os problemas de anúncios e notícias no Facebook, o Senado trouxe novamente o assunto de que a rede social estava permitindo propaganda discriminatória na página. O programador afirmou que tais anúncios teriam sido acidentais, e foi bastante criticado principalmente pelas mulheres presentes, que reforçaram a importância de melhorar questões que possam influenciar na saúde mental dos usuários. A advogada e política Katherine Porter perguntou a Zuckerberg se ele estaria disposto a passar uma hora por dia, pelo período de um ano, trabalhando como um monitor de conteúdo, da mesma forma que existem milhares de pessoas que fazem isso várias horas por dia, e o criador do Facebook disse não achar que a comunidade se beneficiaria de seu tempo dessa forma.

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