A tecnologia tem servido, e muito, para tornar mais fácil e barata a vida das pessoas em diversos setores. Mas isso não significa que todos fiquem contentes e satisfeitos com a evolução.
A indústria hoteleira é uma das que não tem se beneficiado com tal facilidade, pois alega concorrência desleal em relação a aluguéis de residência de curta estadia oferecidos pela internet, como por meio do aplicativo Airbnb, por exemplo.
O setor entrará com argumentos para convencer o governo da necessidade de restrição de aluguel de residências de curta estadia pela internet. A questão foi levantada porque as redes de hotéis julgam desigual as condições de valor e serviços oferecidos por eles e pelas empresas de tecnologia. Além disso, apontam a quantidade de hotéis que já fecharam com a ascensão desses aplicativos. Reforçam ainda a importância de arrecadação dos mesmos impostos para ambos os setores.
De acordo com informações do Estadão, o Airbnb tem aproximadamente 220 mil anúncios de quartos e casas no País. No ano passado, as hospedagens ligadas à companhia atenderam 3,8 milhões de pessoas, 71% mais que em 2017. O Airbnb ainda estima que as transações movimentaram R$ 7,7 bilhões na economia brasileira, 92% mais do que no ano anterior, considerando a renda obtida pelos proprietários de imóveis e os gastos locais dos hóspedes.
A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis estuda uma maneira de alterar a lei federal de modo a permitir que as prefeituras criem regras municipais para o aluguel via plataformas digitais, o que abriria a brecha, por exemplo, para a aplicação de Imposto Sobre Serviço (ISS) nessa atividade, tributo que também incide na hotelaria.
