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Presenteísmo
27 de Março de 2014

Presenteísmo

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Por Prof. Ozinil Martins de Souza 27 de Março de 2014 | Atualizado 03 de Dezembro de 2021

Participando do Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas (CONARH) 2014, em Joinville, assisti a uma palestra do Dr. Rodrigo Tanus, sobre o tema Neuroses Organizacionais: O Conflito entre o Ser, o Ter e o Fazer . Dentro do tema fez menção ao PRESENTEÍSMO.

O que é o Presenteísmo? Segundo o Dr. Sérgio Carvalho da Silva, “O termo diz respeito às pessoas que comparecem ao local de trabalho, mas, por motivos variados, não conseguem manter a produtividade e criatividade dentro do normal”.

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Refletindo sobre o tema fui tentar buscar razões que me conduzissem às causas do problema. Início dos anos 90 e dois temas tomam conta da realidade das empresas: Reengenharia e Downsizing. Um como causa, outro consequência. A reengenharia preconizava a revisão de todos os processos gerenciais, produção, vendas como forma de otimizar as atividades e reduzir custos tornando seus produtos ou serviços mais competitivos; o downsizing seria uma consequência do enxugamento das atividades refletindo-se na diminuição de quadros funcionais. Sim, eliminação de gente! Acredito que as empresas brasileiras nunca demitiram tantos profissionais como na época. As maiores vítimas foram os ocupantes dos cargos de média gerência, vistos, então, como desnecessários.

Só que alguns problemas aconteceram na maioria das empresas gerando uma série de consequências. Ouviram falar na tal mudança e fizeram o downsizing, sem fazer a reengenharia. Consequência: empregados sobrecarregados e qualidade em baixa, descontrole administrativo gerando custo adicional ou desvios dentro das organizações, falta de comprometimento dos empregados com a organização.

É deste período o fim da expressão “vestir a camisa da organização”. Passamos a ser todos profissionais e regulados pelo mercado. Quem tem competência e a vê reconhecida, negocia seu “passe” pelo melhor valor possível. E o comprometimento, foi mandado às favas.

A expressão que melhor representa o momento em que vivemos dentro das empresas é o PRESENTEÍSMO! Sim, cumpro meu horário, estou presente, participo das reuniões e atividades profissionais, mas não me envolvo. Isto gera pessoas infelizes e desmotivadas, sem nenhum comprometimento com a organização. Compromissos postergados, metas não atingidas, relacionamentos conflituosos, autoestima em baixa.

Se você não sente sintonia com o que faz, se não vê utilidade no trabalho que realiza, se ao final do dia sente-se constrangido por não reconhecer valor no que foi feito, você está sendo vítima do PRESENTEÍSMO. Provavelmente está trabalhando apenas pela recompensa financeira, sem considerar o prazer que é possível extrair do trabalho (quando vemos sentido naquilo que fazemos).

Vou terminar esta pequena coluna com uma grande pergunta: qual a razão que movimenta os milhares de voluntários que transformam as escolas de samba em um espetáculo memorável?  Quando descobrirmos a resposta a esta questão pode ser que tenhamos achado um caminho que venha a tornar as empresas mais harmonizadas, mais humanas. Tomara que dê samba na sua organização. Boa leitura!

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