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Collision Conference – Dia 3 – O que aprendi nesses 3 dias, por Rodrigo Rossoni
07 de Maio de 2018

Collision Conference – Dia 3 – O que aprendi nesses 3 dias, por Rodrigo Rossoni

Oi Amigas e Amigos do AcontecendoAqui!

Vou começar contando sobre o terceiro e último dia da Collision Conference pelo anúncio da edição de 2019 do evento.

Ano que vem a Collision vai para Toronto, no Canadá, e lá ficará por 3 anos (no mínimo).

O detalhe interessante é que o anúncio foi feito em grande pompa e circunstância pelo Primeiro Ministro canadense, o que demonstra a importância e interesse do país em ser o anfitrião desse espetacular evento de tecnologia, inovação, marketing, negócios, startups, música, cultura e muito mais. O anúncio está nos vídeos s seguir. Confira:
 

 

Sem exagero, a Collision aborda diversos temas e os relaciona de maneira muito interessante com uma visão do futuro por quem está de fato empreendendo e fazendo esse novo mundo acontecer.

Demorei para escrever o relato do último dia porque depois de encerrado o evento tirei um dia com minha esposa para conhecer a cidade e somente agora paramos para arrumar malas e deixar tudo pronto para o retorno.

New Orleans é uma cidade encantadora, charmosa e superou em muito nossas expectativas. Tudo aqui tem um toque de cultura, música e diversão.

O evento estava nesse clima. Os seminários do último dia trouxeram ainda mais dessa alma de New Orleans para o público.

Participei de palestras voltadas para startups, numa das trilhas denominadas Startup University, mas também fiz questão de estar em contato direto com os profissionais de marketing e publicidade que estão inovando (e muito) em corporações ao redor do mundo.

Uma das palestras mais interessantes foi com o diretor global de digital e desenvolvimento de marketing da Heineken, Ian Wilson. Fiz algumas fotos dos slides dele que mostraram um pouco da estratégia e da maneira de pensar sobre mobile marketing de uma das maiores cervejarias do planeta.

Em 2015 a Heineken definiu como meta que até 2020 investiria pelo menos 50% de sua verba em digital. Mas o curioso disso é que somente 1% da cerveja no mundo é vendido por e-commerce, o que pareceria uma decisão errada sob esse ponto de vista. De fato, eles não ficaram satisfeitos com a meta, pois poderia levá-los a decisões equivocadas em relação a alocação de recursos e relevância de cada canal. O que fizeram então foi evoluir e em 2016 definiram que sua meta seria se “tornar o benchmark para criatividade e efetividade em um mundo mobile”.

Assim investiram em capacitação do time para entender os canais móveis, as mídias sociais e, agora, está fazendo um trabalho que é de fato destaque com relação ao posicionamento da marca no mundo mobile. E apesar de venderem muito pouco online, fazem como nenhuma outra marca a transição da mídia móvel para a ativação da venda nos canais físicos. Foi enriquecedor ouvir todos os exemplos.

Outro seminário muito interessante foi o MusicNotes, focado no negócio de música online, onde tivemos a oportunidade de ouvir palestras de produtores musicais, músicos e empreendedores de tecnologia que estão transformando o universo da música.

Assistimos ao fundador do Shazam contando como foi fazer a trajetória do zero até agora, onde está concretizando a venda do aplicativo que descobre músicas para a Apple.

O Marcus Rocha, nosso parceiro nessa empreitada com o Omnicloud e na Collision Conference, participou de um talk com o rapper e ganhador do Grammy, Wiclef Jean, que está recrutando jovens talentos nas escolas americanas, se reinventando enquanto músico e buscando trazer um novo significado pra sua carreira através da mentoria.

No tema das mídias sociais, assisti ao David Schneider, apresentando cases de sucesso e fracasso de marcas e em uma segunda palestra ele apresentou um passo-a-passo para usar a comédia com inteligência online. Dentre os tópicos apresentados, fica o aprendizado chave de que o humor pode ser tecnicamente criado com uma metodologia e que cabe às marcas estarem atentas para saberem o momento certo de entrarem na conversa e usarem o humor para ganhar engajamento com o público. Mas quando ele apresentava as escorregadas das empresas na mídia social, chegava a dar vergonha alheia de algumas péssimas escolhas. Por isso, todo cuidado na hora de tentar ser engraçado.

Falando sobre design de produto, tivemos a oportunidade de ouvir a Julie Zhuo, VP Product Design do Facebook apresentar como a gigante das redes sociais planeja as novas funcionalidades para os seus serviços e como decide o que e como deve ser incluído nas linhas de desenvolvimento. Ela mostrou como evoluíram o conceito do feed do Facebook até o momento atual e como pretendem avançar daqui pra frente, e o que achei de mais interessante da explanação dela foram as três perguntas que o time de produto do Facebook faz para analisar melhorias do produto. São elas:
– Que problema nós estamos resolvendo para as pessoas?
– Como nós sabemos que é um problema real?
– Como nós sabemos que conseguimos resolvê-lo?

Esta aí um ótimo ponto de partida para a inovação.

Fui no final para o seminário Growth Summit, com as startups que mais crescem no mundo. No primeiro debate os empreendedores Ron Palmeri fundador e CEO da Layer, Michael Mignano, co-fundador e CEO da Anchor e Thomas Walle, CEO da Unacast, falaram como usar a transparência com toda a equipe para aumentar a motivação e engajamento do time, salientaram a importância da autenticidade em suas estratégias e ações e também a necessidade inerente de medir tudo que se faz ao longo do caminho nas startups.

Já no segundo papo, Grace Chan co-fundadora e CPO da Common Networks, empresa que está inovando no setor de provedores de internet com uma oferta de alta qualidade completamente sem fio, com os fundadores da TripActions e da Filld, esta última startup que criou um sistema para delivery de combustível a domicílio no Vale do Silício, falaram sobre o momento que perceberam quando suas empresas estavam prontas para o crescimento pela maneira que seus clientes começaram a repetir a compra, elogiar e a agradecer a existência do novo serviço abandonando concorrentes e indicando para amigos e parentes. Como chegaram lá? A segmentação e a persistência foram as palavras-chave mais repetidas pelos três, além de muitos testes em campo e de sair do escritório para ir a campo conhecer o cliente.

Enfim, ainda poderia falar muito mais sobre o evento e quem sabe até possa voltar a escrever para contar detalhes sobre o público que participou e de outras palestras que tivemos a chance de assistir. 

Posso garantir a vocês que os ganhos e resultados de participar de eventos como esse se perpetuam e podem ser colhidos por muito tempo, o que só me faz recomendar a todos os leitores do AcontecendoAqui que busquem eventos no Brasil e no exterior para expandirem suas mentes e visões sobre o novo mundo dos negócios.

Quero agradecer ao Jailson, editor-chefe do AcontecendoAqui e toda sua equipe pelo apoio e nobre espaço aberto para compartilhar um pouco do que temos visto e aprendido pelo mundo. Convido a se manter conectado comigo também pelos perfis pessoais de das nossas empresas no Instagram e LinkedIn.

Vamos nessa!

Um grande abraço e até mais!

Ao Rodrigo, o nosso agradecimento por compartilhar um pouco do que presenciou em New Orleans. 
Jailson de Sá
Editor

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