O fundador da Omnicloud, Rodrigo Rossoni, um dos parceiros mais antigos do portal AcontecendoAqui, está nos Estados unidos participando da Collision Conference e, a nosso pedido, vai compartilhar sua vivência no evento. Hoje ele fala sobre o primeiro dia e o impacto que teve num evento de proporções gigantes. Confira:
“Você já chegou em um evento com 13 seminários simultâneos, exposição de startups, mentores disponíveis pra te atender, oportunidade de networking com pessoas de negócios de mais de 120 países e uma lista de palestrantes que você admira agendados para falar pertinho de você a cada 20 minutos?
É provável que sim e talvez imagine como me senti nesse primeiro dia de palestras e exposições da Collision Conference 2018.
Esta é primeira visão que tenho ao chegar no Ernest Morial Convention Center de New Orleans, uma variedade imensa de oportunidades e ao mesmo tempo a necessidade indispensável de tomar decisões sobre os temas e pessoas que quero acompanhar para que o tempo na conferência seja bem aproveitado.
Já tinha revisado logo cedo a agenda do app do evento e minha pré seleção de palestras para me preparar mentalmente e antecipar todas possíveis “corridas” de uma palestra para a outra.
Conteúdo
Meu foco no evento está em acompanhar os seminários relacionados ao marketing, software como serviço (SaaS), crescimento e expansão de empresas e especial interesse em ciência de dados (Data Science), que é a base do conhecimento que usamos em nossa startup Omnicloud.
Incluo aqui também um desejo particular de saber mais sobre soluções com a tecnologia de Blockchain.
Então, antes de fazer o resumo sobre o que vi e aprendi hoje, acho que vale falar um pouco sobre a importância desse evento. A Collision Conference é totalmente voltada para a tecnologia e é a que cresce mais rápido na América do Norte, hoje com mais de 25 mil participantes. Desse universo, mais de 3.800 são CEOs e outra grande parte executivos de empresas inovadoras de todo o mundo.
Ganhou esse nome para representar a colisão entre os mundos Online e Offline e como essa realidade está transformando a vida das pessoas a partir da veloz (alguns vão dizer feroz) revolução digital e tecnológica. Convido a visitar o site da conferência.
Vamos aos destaques do dia de hoje.
O primeiro “talk” do dia foi com o investidor peso pesado Jeff Jordan, da Andreessen Horowitz e com Nick Huzar, fundador e CEO da startup OfferUp, o maior marketplace mobile do mundo para compra e venda, num mercado de gigantes como eBay e Amazon.
Gostei muito de ouvir a determinação do Nick em criar a OfferUp para facilitar a maneira como as pessoas compram e vendem produtos localmente em seus bairros e vizinhanças, usando somente o celular. Destacou que sua estratégia está baseada em 3 pilares: simplicidade para os usuários, reduzir a fricção ao máximo para que as pessoas comprem e vendam rapidamente e construção de confiança na rede, a partir de recomendações e avaliações dos usuários.
Logo em seguida tivemos a oportunidade de uma reunião com um dos mentores selecionados pelo evento para nos dar dicas de como podemos alavancar e fazer crescer o Omnicloud. A reunião foi com o Ryan Nitz, arquiteto de startups da Amazon.
A conversa com o Ryan foi ótima e uma das dicas dele nós já vamos colocar em prática assim que nos reunirmos com nosso time em Floripa, que é a inclusão de um espaço para feedback dos clientes em todas as telas e áreas do produto, facilitando ao máximo a melhoria contínua e a inclusão de funcionalidades relevantes.
É uma dica que serve para todos que estão em uma missão de desenvolver novos produtos e serviços, não é mesmo? 😉
Segui então para o debate sobre engajamento do cliente, com a Amy Pressman da Medallia e com o Nicolas Dessaigne da Algolia.
Nesse talk a Amy falou algo que me chamou a atenção, dizendo que quanto mais direto é o feedback do cliente para os seus colaboradores (sem intermediários), maior é o engajamento dos próprios colaboradores na equipe e dos próprios clientes por consequência. Isso porque sempre que a pessoa entende como o seu trabalho está causando impacto na vida das pessoas, melhor ela responde para garantir que esse impacto seja positivo.
Assisti em seguida à uma palestra com o CTO da Workday, Joe Korngiebel, sobre o futuro do software corporativo na “Era dos Dados”. Ele salienta que na busca por vantagem competitiva as empresas estão usando dados e inteligência, mas para que ela seja de fato alcançada as pessoas são parte indispensável da equação.
O papo seguinte foi com a fundadora da Node, Falon Fatemi (que também foi a pessoa mais jovem contratada pelo Google), e a Mada Seghete, co-fundadora da Branch, empresa que tem como clientes Google e Apple, entre outros ícones da tecnologia.
A Falon contou que a missão dela é usar inteligência artificial para acelerar a serendipidade entre as pessoas e organizações. Estão criando a nova era das plataformas de busca, que ela denomina de plataformas de descoberta.
A Mada contou sua trajetória em usar dados nas suas startups que fracassaram de maneira tão obsessiva que acabou levando ela e seus sócios a criarem a Branch, que soluciona o problema de links entre a web móvel e os aplicativos móveis.
Fui desse papo para outro muito interessante, sobre Blockchain. Nessa separei uma frase que me fez pensar ainda mais sobre a importância dessa tecnologia tão disruptiva que já é comparada com a própria revolução da internet. A frase foi do Joseph Lubin, da ConsenSys, que traduzida fica assim: “Blockchain nos permite mudar a arquitetura dos negócios”. O que ele estava se referindo é à própria estrutura de toda a economia mundial. Disruptivo o suficiente?
Assisti outras palestras interessantes ao longo da tarde, com empreendedores como o Dr. Joseph DeSimone, da Carbon, que além de uma empresa avaliada em mais de 1 Bilhão de Dólares (ganhando status de unicórnio), tem uma famosa palestra no TedTalks e criou a série do Netflix Altered Carbon.
A última palestra do dia foi com ninguém menos que Al Gore, ex vice-presidente dos Estados Unidos, ganhador do Oscar de melhor documentário com Uma Verdade Inconveniente, nobel da paz e chairman da Generation Investment Management, empresa que investe em empresas com um propósito de transformação positiva do mundo.
O Al Gore trouxe 3 perguntas importantes a respeito dos problemas que o mundo está enfrentando a respeito das questões ambientais, especialmente sua especialidade que é o aquecimento global.
A primeira pergunta é: Nós precisamos mudar?
Caso a resposta seja sim (e ele mostra que sim, nós precisamos mudar), ele pergunta: Nós temos como fazer a mudança?
E caso também tenhamos os meios para fazer a mudança (e nós temos tecnologia disponível para isso hoje e para fazer mudanças significativas rapidamente, como ele apresentou), vem a terceira pergunta, que é: E nós vamos mudar?
Ele então convoca a todos para se engajarem com seus conhecimento, inteligência e esforços para fazerem a mudança, elegendo representantes comprometidos com essa agenda e desenvolvendo soluções tecnológicas para acelerar a mudança.
Dia cheio né? Pois então, amanhã será o segundo dia e promete ainda mais, pois estaremos expondo e apresentando o Omnicloud para o mundo inteiro!
Lá vamos nós!
Nos vemos aqui no Acontecendo Aqui e também pelo Instagram no @rerossoni e no LinkedIn https://linkedin.com.br/in/rodrigo-estrazulas-rossoni-5815b43