Grupo está tomando ações jurídicas para proteger atores e atrizes de tecnologia que imprime os rostos das celebridades em corpos de outras pessoas em formato de vídeo. Em comunicado publicado na edição mais recente da revista oficial da entidade, a presidente da SAG-AFTRA Gabrielle Carteris escreveu que a organização está “observando atentamente o desenvolvimento dos chamados deepfakes” e que irá tomar ações caso a tecnologia venha a lesionar a carreira de algum de seus membros.
“Esta ferramenta da inteligência artificial tem a habilidade de roubar nossas imagens e as sobrepor no corpo de outra pessoa em formas digitais potencialmente desagradáveis. A SAG-AFTRA está focada nestes processos emergentes e lutará contra quando esta tecnologia infringir algum dos direitos de nossos membros” acrescenta Carteris, declarando apoio a qualquer ator ou atriz que faça parte do sindicato e venha a sofrer com estes vídeos posteriormente.
Os deepfakes são pequenos vídeos programados por inteligência artificial onde o rosto de uma pessoa é photoshopado no corpo de outra, de modo a parecer que a primeira pessoa está performando ações que nunca realizou. Em casos mais inocentes, a tecnologia é utilizada para fins cômicos, que é o caso do Nicolas Cage como diversos personagens, porém a disseminação deste formato foi usado principalmente para a pornografia. A presença cada vez maior dessas publicações gerou uma onda de banimento desses vídeos por parte dos sites que serviam de base para sua dispersão, como o PornHub, o Twitter e o Reddit.
Ao Deadline, um membro do SAG-AFTRA afirmou que o sindicato está combatendo o tema em diversas frentes, incluindo em ações jurídicas. “Nós estamos conversando sobre o assunto com nossos membros representantes, aliados de união e legisladores estaduais e federais neste exato momento, além de termos legislação pendente em Nova Iorque e Louisiana que aborda isto diretamente em determinadas circunstâncias” diz a declaração oficial, que continua afirmando que a organização “quer proteger nossos membros do uso não autorizado de suas pessoas, incluindo réplicas digitais, propagandas, produtos, merchandising, marcas, fake news, filmes, games ou pornografia”.