Série Cannes e os criativos de SC encerra hoje entrevistando Wander Levy, dono de 2 Leões
12 de Junho de 2014

Série Cannes e os criativos de SC encerra hoje entrevistando Wander Levy, dono de 2 Leões


wander-levyAcontecendoAqui – Qual o conceito que você tem sobre o Festival de Cannes e sua importância na carreira de um criativo?

Wander Levy – É, sem dúvidas, a premiação mais importante do mercado e ganhar Cannes muda tudo na carreira de um criativo, seja ele chinês, mexicano, americano ou brasileiro. As principais agências do mundo usam Cannes como filtro para encontrar novos talentos e as propostas de trabalho são imediatas.

 

 

AAqui – Poucas agências catarinenses já concorreram na premiação. Na sua opinião, por que essa pequena participação?

W. L. – As agências catarinenses precisam trabalhar pensando em Cannes. São Paulo faz isso há muito tempo, seja criando peças excepcionais para seus clientes normais, seja desenvolvendo ideias que podem ser assinadas por clientes não convencionais. Claro que os fantasmas são perseguidos em Cannes, mas sempre há um jeito de viabilizar essas ideias com a parceria de produtoras e com a veiculação em redes de menor porte ou tvs fechadas.

 

AAqui – Você já esteve em Cannes acompanhando o Festival?

W. L. – Durante mais de 20 anos frequentei Cannes e levei uns 15 para competir para ganhar. Até então não enviava filmes para o festival, eu apenas estudava o que funcionava, como funcionava e o que deveria ser feito para conquistar prêmios.

 

AAqui – Algum trabalho que teve sua participação já concorreu em Cannes?

W. L. – Concorri dois anos seguidos e ganhei leões em ambas as participações. Um de ouro com o comercial Mãe e Filho para a Seiva de Alfazema da Phebo e um bronze com o comercial Ronald Biggs para um fabricante de fechaduras, além de ter emplacado uma campanha para as Pernambucanas no short list.

 

AAqui – Por quais motivos você não inscreve trabalhos em Cannes?

W. L. – A partir dessas conquistas, desisti do festival porque ele se tornou um feirão de prêmios com leões para tudo quanto é tipo de mídia e não midia.

 

AAqui – Qual trabalho brasileiro pode surpreender em Cannes neste ano?

W. L. – Pelo que vi, nenhum. O Brasil está há alguns anos sem surpreender em Cannes e os motivos são vários e não cabe discutir aqui. Estou me referindo à premiação de comerciais. No resto, sempre há ideias que podem surpreender, principalmente na web onde somos bem bons.

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