
Basicamente, Lulu é um aplicativo criado SOMENTE para mulheres participarem, dando opinião a (des)respeito dos homens de sua lista do Facebook sobre seu desempenho sexual e comportamento. Tudo no anonimato. Um legítimo “Clube da LULUzinha”.
O aplicativo Tubby (nome da personagem “Bolinha”, em inglês, amigo de “Luluzinha”, nos quadrinhos) está para ter seu lançamento amanhã, dia 04 de dezembro, com o propósito de se “vingar” do aplicativo Lulu, ou seja, um “Clube do Bolinha”, onde SOMENTE homens entram, e fazem o mesmo que as mulheres no Lulu, mas ao contrário: avaliam as mulheres, ao invés dos homens, de seu Facebook, sobre seu desempenho sexual e comportamento.
Muitos homens ficaram ofendidos com o surgimento de Lulu, tanto que aqui no Brasil um estudante de Direito, chamado Felippo de Almeida Scolari, de 28 anos, entrou com uma ação judicial contra o aplicativo e o Facebook, e exige 27 mil reais de indenização por danos morais. O que será que o Ministério Público decretará?
As mulheres que usam o aplicativo têm a garantia de que as avaliações serão anônimas, mas neste ponto existe outro problema. Segundo a Constituição Federal, no Brasil é livre a manifestação de pensamento, mas é proibido o anonimato. A mulher pode ser processada por difamação, injúria ou calúnia. Mas dificilmente alguém será preso por isso. No máximo, se descoberta, poderá prestar serviço comunitário.
Como podem perceber, esses dois aplicativos estão causando muita polêmica, e deixando tanto mulheres como homens preocupados com o que os outros têm falado de si. Tanto, que chegou ao ponto de algumas pessoas começarem a apelar para sites como o Lulu Fake, criado de forma oportunista com o propósito de vender a homens ofendidos uma avaliação positiva a seu respeito. O preço sai em torno de 100 reais.
Com isso, os próprios aplicativos disponibilizaram em seus sites uma maneira de as pessoas retirarem seus nomes dessas listas, colocando um botão, onde clicam e pedem a retirada.
Quem ainda não assistiu ao filme “A Rede Social“, sugerimos assistir, para mostrar que a ideia de criar aplicativos ou sites que avaliam homens e mulheres virtualmente não é tão novidade assim…



