No último domingo (27) a escritora e militante feminista Clara Averbuck fez uma denúncia pública relatando o estupro do qual foi vítima, por um motorista da Uber.
Na sua página do Facebook, Averbuck detalhou os motivos que passaram por sua cabeça durante e depois do ocorrido. Para compartilhar outros casos de assédios em aplicativos semelhantes, a artista usou a hashtag #MeuMotoristaAssediador, que infelizmente já foi partilhada por tantas outras mulheres em situações parecidas que virou campanha.
A hashtag ganhou outras vertentes similares como #MeuMotoristaAbusador e foi compartilhada por diversas mulheres, homens e portais que tiveram empatia com suas situações. Além disso, foram divulgados outros meios de locomoção feito por e apenas para mulheres (FemiTáxi, Táxi Rosa e Lady Driver – conforme a área de atuação de cada um deles). Alguns resolveram “brincar” com a situação e por outro ainda foram, uma das soluções (a curto prazo) encontradas, assim como a necessidade para que a sociedade de forma coletiva aborde um assunto tão urgente e necessário como a proteção a vida das mulheres, como pontuou a vereadora Sâmia Bomfim: “A cidade precisa avançar na política de combate ao assédio e abuso sexual nos transportes públicos e iniciar o debate sobre a mesma prática nos transportes via aplicativo”, afirma.