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Google quer adaptar produtos para países em desenvolvimento, como o Brasil
02 de Outubro de 2012

Google quer adaptar produtos para países em desenvolvimento, como o Brasil

Objetivo é diminuir desconfianças de parte dos usuários quanto às políticas de privacidade

Executivo que ajuda a definir os rumos da Google na Europa e nos mercados emergentes – incluindo o Brasil – o gaúcho Nelson Mattos tem desafios imensos à frente: posicionar o sistema operacional Android – aplicativo desenvolvido pela Google em conjunto com outras empresas – em um mercado cujas disputas entre fabricantes de smartphones ultrapassam o ambiente mercadológico e chegam aos tribunais, adaptar produtos globais da Google à realidade de países em desenvolvimento e diluir desconfianças de parte dos usuários quanto às políticas de privacidade da gigante da web. Ele foi um dos palestrantes no Encontro RBS de Jornalismo e Entretenimento, realizado na semana passada em Porto Alegre, quando concedeu uma entrevista para o jornal Zero Hora.

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Zero Hora – A decisão da corte americana a favor da Apple em processo envolvendo disputa de patentes com a Samsung afeta o futuro do Android, plataforma usada pela fabricante sul-coreana?

Nelson Mattos – O Android está extremamente bem no mercado. No momento, há 1,3 milhão de aparelhos de Android ativados diariamente. Com a quantidade de Androids que se tem em telefones celulares e tablets é praticamente impossível que a plataforma dê para trás. Existem também muitos desenvolvedores lançando aplicativos para Android, da mesma forma que há para iOS (sistema da Apple).

ZH – A exemplo do que ocorreu com a Samsung, a Google teme algum revés financeiro com processos judiciais por quebra de patentes?

Mattos – A Google não recebe direitos autorais pelo uso do Android, por ser uma plataforma aberta. Pelo fato de não recebermos royalties, mesmo que se tenha um resultado negativo com o processo, é muito difícil que tenhamos um prejuízo financeiro.

ZH – Esse tipo de disputa, assim como a exclusão de YouTube e Google Maps como aplicativos de série do iPhone 5, sinaliza um resfriamento na integração de dispositivos, aplicativos e sistemas operacionais de diferentes empresas?

Mattos – A Apple está obrigando não só a Google, mas todas as empresas de desenvolvimento a utilizarem as interfaces públicas que eles têm. Obviamente, há a vantagem para eles de poderem alterar tudo, com exceção da interface, de maneira muito mais rápida. Isso não significa que determinados aplicativos não vão rodar mais na plataforma, mas vai obrigar todos a usarem exatamente a mesma interface.

Para ler a entrevista na íntegra no jornal Diário catarinense, clique aqui

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