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“A ditadura do Facebook” – Por L. Fernando Palermo
13 de Setembro de 2012

“A ditadura do Facebook” – Por L. Fernando Palermo

Por L. Fernando Palermo*

Não, não se assustem. Apesar do título deste artigo, não vou tentar, aqui, desfazer todo o mérito do Mark Zuckerberg ou, mesmo, sua festejada genialidade. O Facebook está se encaminhando para tornar-se a criatura que o seu jovem criador idealizou: uma Internet dentro da Internet. Você quer mandar e-mail? Use o inbox. Quer conversa instantânea, como o Msn ? Use o chat do Face. Flickr pra quê? Faço um álbum de fotos no meu Face. E por aí vai. Com Linha do Tempo, ou sem Linha do Tempo, o Facebook está patrolando as redes sociais.

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E qual o problema, Palermo? Volto a afirmar que não sou contra o Facebook ou demais ferramentas das redes sociais. Trabalho com elas, brinco com elas, ensino o uso delas, ganho dinheiro com elas. A DBS talvez tenha sido uma das primeiras agências em Santa Catarina a montar um núcleo exclusivo de gestão de marcas em redes sociais. Nos últimos 5 anos, venho dedicando muitas horas dos meus dias estudando, pesquisando e planejando redes sociais. Estudo muito, leio muito, frequento cursos, participo de eventos, ministro aulas de Pós-Graduação em Redes Sociais, tudo para estar preparado para oferecer aos meus clientes estratégias competentes de utilização das redes sociais em seus planos de marketing. Redes sociais funcionam, são excelentes plataformas para o fortalecimento de marcas, para a conversa com os consumidores, para agregar conteúdo a uma marca, para atender e para vender.

Mas, este é o ponto, o Facebook é muito poderoso, mas não é tudo. É triste ver um belo conceito criativo, um anúncio ousado, uma ideia diferenciada que nasceu para ser veiculada em um jornal ou em uma revista virar, simplesmente, um post no Facebook. Ou um roteiro genial dar as costas para milhões de telespectadores na TV porque se resumiu a um Gif animado. Veiculado onde ? No Facebook!

O problema não está no Facebook, mas na maneira como muitos estão encarando este canal. Profissionais que, infelizmente, só enxergam o que está na frente de seus olhos. Se o Face está na moda, obrigatoriamente deve ser a grande vedete dos planos de mídia. E não importa o objetivo, a estratégia, o público ou os objetivos. É mais barato e pronto.

Ora, desde que surgiu o primeiro meio de comunicação social, uma mídia não substitui a outra, mas a complementa. Se fosse o contrário, a TV teria matado o rádio, o busdoor teria aniquilado o outdoor e assim por diante. As mídias se somam, uma complementa a outra.

Sou do tempo em que campanha publicitária era composta por VT, spot, anúncio e outdoor. Hoje, uma campanha muitas vezes se resume a um E-mail Marketing, uma Capa de Facebook, um JPG para post no Facebook, um Banner e, no máximo, um Flyer que vai ser aproveitado, também, como encarte no jornal. E considera-se isso uma campanha completa!

De novo afirmo, para não deixar dúvidas, que sou totalmente a favor das redes sociais e da mídia digital. Mas a Internet não matou, e nunca vai matar, os ditos meios off-line. Esta divisão de dimensões, on e off, não existe! Existe, sim, o conceito criativo, a estratégia genial e a escolha das mídias certas.

Então, para finalizar esse papo chato, um pedido: se você gostou do artigo, por favor, compartilhe no seu Facebook.

 

*L. Fernando Palermo é Sócio-Diretor da DBS Multi, admirador e usuário voraz do Facebook.

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