Em uma ação incomum alguns dos maiores nomes da indústria de tecnologia americana posicionaram-se contra a proibição da entrada de imigrantes nos EUA pelo Presidente Trump.
A Apple, Google, Facebook, Microsoft e outras 93 empresas apresentaram um parecer circunstanciado no processo em um tribunal de apelações em San Francisco. Lá, a disputa é sobre o decreto de Trump que impede a entrada temporára de cidadãos de vários países muçulmanos.
Entre os grupos também estão eBay, Intel, Netflix, Twitter, Snapchat, os desenvolvedores do Firefox Mozilla, o fabricante da câmera GoPro, o Airbnb, Uber e Lyft. Sobre a possibilidade de uma coligação mais ampla muito além das fronteiras do Vale do Silício, estão sugerindo a adesão da Levi Strauss e a fabricante de iogurte Chobani.
O motivo da manifestação
As empresas trazem em seus argumentos, entre outras coisas, que os imigrantes têm contribuído para muitas inovações na América. O decreto presidencial é discriminatório e contraria a lei e a Constituição dos Estados Unidos. Além disso, ele também enfraquece a competitividade das empresas norte-americanas. “Se o decreto for mantido, é impossível prever para indivíduos e empresas, quais países poderiam ser afetados mais adiante.”
Um juiz federal em Seattle tinha indeferido as pretenções de Trump no sábado de manhã, a pedido dos estados de Washington e Minnesota. No entanto, o Tribunal de Apelações de San Francisco rejeitou aquela medida, a partir de uma representação urgente feita pelo governo Trump. O Tribunal, inicialmente, ouvirá os argumentos detalhados de ambos os lados. Mais sobre este assunto (em alemão aqui).