O AcontecendoAqui solicitou e recebeu a colaboração de Thamy Soligo, Diretora de Comunicação da ALESC, que frequenta o MaxiMídia anualmente. O evento é realizado pelo Meio&Menagem e é considerado o maior da América Latina no gênero. A seguir alguns highlights do que ela presenciou hoje em São paulo.
“O usuário busca agilidade, engajamento e experiências únicas. Quais são os elementos que estão nas nossas mãos, que somos capazes de operar, e que estamos realmente usando?” foi uma das provocações – bem oportuna, diga-se – do Fábio Coelho, Presidente do Google Brasil e VP Google Inc.
MAIS CURTO, MAIS RETENÇÃO
Lançando cerca de 60 novos títulos/programas por ano – em 2015 foram 65, em 2016 estimados 67 – a estratégia da Globo é ter produções com menor tempo de duração – menos episódios. O motivo: identificou que em produtos mais longos a audiência cansa, independente do conteúdo. Resultado, segundo Carlos Henrique Schroeder, CEO da TV Globo, de uma sociedade mais dinâmica e em constante busca por novidades.
TAMBÉM DISSE QUE...
A TV Globo tem cerca de 30mil talentos mapeados no Brasil. E que com eles não busca uma relação dominadora, mas de parceria. E que essa relação também é buscada na publicidade: afinal, o break tem que ser forte, envolvente para manter a atenção e a audiência do público. “Esta é uma relação que nos interessa”. Porque o público precisa ser surpreendido sempre, né?! E tudo está mais orgânico no mundo – basta observar os atentos youtubers com seus milhões de seguidores.
PENSEI NUM TROCADILHO INFAME
A TV linear não existe mais. A pulverização na forma de consumo está pulverizada.
O FIM DA GUERRA FRIA: UNIÃO DOS DADOS COM A CRIATIVIDADE
Eles devem ser estudados, explorados, buscados. E no nosso mundo real, muitas vezes, é um desafio tê-los. Mas vale o esforço. Se mantivermos a criatividade viva, dados acabam fazendo nascer novas oportunidades. Dados são ocos sem criatividade. Criatividade vale menos sem dados. Destaque para o case da Honda: Sound of Honda Ayrton Senna 1989.
PARA PENSAR…
Não há reserva de mercado na comunicação. Os diferentes players estão ultrapassando fronteiras. Disse Alessandro Cosin, CEO da Cosin Consulting.
Marcas são construídas de dentro pra fora. As verdades têm que ser verdade de verdade. Se não, o consumidor desmascara em segundos. Disse Mário D’Andrea, Presidente e CCO da Dentsu Brasil.
É momento de rever padrão de remuneração das agências. Agências têm que ser parceiras de negócio. Não simples fornecedores. Disse Agrício Silva Neto, VP de Marketing da Sky Brasil.
No futuro, 65% dos nossos filhos vão trabalhar em algo que ainda não existe. Dado da Google Brasil.
PARA OS DESBRAVADORES E INQUIETOS
No painel Mídia, Criatividade e Agências: que futuro nos espera?, o anúncio do surgimento de um novo profissional: aquele que representa um elo entre o marketing e o digital numa empresa. É o CDO – Chief Digital Officer. É o cara que vê oportunidades e que usa a comunicação e as tecnologias para desenvolver novos negócios. Um profissional com visão mais ampla. Contribuindo com esta lógica, o Fred Gelli, sócio da Tátil Design – que falou muito de Think Design – destacou que comunicação é viver, é estar dentro, é fazer parte!
*Thamy Soligo, jornalista, diretora de Comunicação da Assembleia Legislativa de Santa Catarina
