Construir o futuro das organizações é um desafio crescente. Com novas tendências surgindo a todo instante, planejar a sucessão para cargos de liderança é essencial para manter o caminho do crescimento. O tema foi abordado nesta quinta-feira (15) por Eduardo Sattamini, diretor-presidente da Engie Brasil Energia, durante almoço-debate do LIDE Santa Catarina, na ACM, em Florianópolis.
Buscar colaboradores com potencial de liderança foi uma situação vivida recentemente pela Engie Brasil Energia, maior companhia privada de energia elétrica do país. Em 2012, do total de sete diretores, quatro estavam próximos da aposentadoria, iniciando, então, o processo de seleção para sucessores, que envolveu 20 candidatos, e foi finalizado somente em 2014, com a escolha dos profissionais. Para Sattamini, que dividiu com o público a experiência da empresa, o planejamento é fundamental para o crescimento dos negócios. “O mundo apresenta novos desafios, novas tecnologias e novos modelos. O processo de sucessão é cada vez mais difícil, pois exige pensar antecipadamente as novas competências que o mercado vai exigir”, pondera.
De acordo com pesquisa realizada pela Forbes, somente 55% dos CEOs são escolhidos dentro das companhias. Ou seja, o desenvolvimento de potenciais dos próprios colaboradores ainda é falho. “É preciso oferecer perspectiva aos funcionários com ações contínuas. O planejamento de sucessão é um processo longo, mas necessário para o futuro das organizações”, afirma.
A diretora de Recursos Humanos da Engie Brasil Energia, Simone Barbieri, também participou do encontro. Para ela, é preciso envolver os gestores neste processo que deve ser permanente e duradouro. “A preparação para a sucessão é longa. Mudar hábitos não é fácil. E quando a gente fala em liderança e competência, são necessários mais de dois ou três meses para resultados”, explica.
Para o presidente do LIDE SC, Wilfredo Gomes, o almoço-debate é um momento para troca de experiências e conhecimento. “Somos um grupo de líderes empresariais, portanto discutir o futuro das organizações para que permaneçam no caminho do crescimento, é fundamental”, comenta.
