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O Processo Democrático Egípcio a partir das Redes Sociais
31 de Maio de 2012

O Processo Democrático Egípcio a partir das Redes Sociais

Entre 2010 e 2011 uma onda de manifestações espalhou-se por países do norte da África e no Oriente Médio. A raiz dos protestos estava no agravamento da situação econômica dos países,  a falta de democracia, o desemprego e o alto custos de vida. Estes protestos ficaram conhecidos como a ‘’Primavera Árabe‘’ e tiveram como estopim a morte de um jovem tunisiano que ateou fogo no próprio corpo para se manifestar contra as condições de vida no seu país.

Imediatamente os protestantes se apropriaram das redes sociais para se fazerem ouvir. O Facebook e o Twitter tornaram-se as principais ferramentas para organizar e transmitir ao mundo o que se passava nesses países. Desse modo, furavam o bloqueio de comunicação imposto por parte dos governos que restringir a entrada de jornalistas estrangeiros.

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Os protestos na Tunísia culminaram com a fuga do presidente Zine el-Abdine Ben Alido 10 dias após o início das manifestações. Com o sucesso na Tunísia as revoluções espalharam-se para o Egito, Líbia, Síria, Iêmem e Barein. No Egito os protestos culminaram na renuncia de Hosni Mubarak, em 11 de Fevereiro de 2011, após grandes manifestações e conflitos civis.

Na semana passada após um período de transição de mais de 1 ano, a população egípcia foi às urnas e pela primeira vez em 30 anos houve uma votação direta. O primeiro turno das eleições, supervisionada por uma empresa dirigida pelo ex-presidente americano Jimmy Carter, aconteceu na quarta-feira (23) e na quinta-feira (24).

Novamente observou-se um forte apelo popular nas redes sociais. No Twitter houve o uso massivo das HASHTAGs: ‪#EgyPresident;  ‪#EgyElections; #Egypt, que simbolizaram o sentimento de democracia da população. Outra constatação foi o uso do Instagram como ferramenta para documentar em imagens as eleições.

Segundo o coordenador Digital da Agência Hive, Anthony Johann, ‘’É fascinante como o processo democrático nestes países historicamente oprimidos ganhou força nas Redes Sociais, mas é preciso destacar que não são as Redes Sociais os protagonistas, mas sim as pessoas que construíram essa imensa rede em prol da cidadania‘’.

Confira algumas imagens feitas no Instagram pelos eleitores:

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