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Em parceria com o OlhóSEO 2013, consultores pretendem contribuir para a elaboração de projetos apresentados a investidores
24 de Abril de 2013

Em parceria com o OlhóSEO 2013, consultores pretendem contribuir para a elaboração de projetos apresentados a investidores

A oferta de diversos cursos universitários nas áreas de engenharia e informática, a existência de incubadoras e outras estruturas de apoio aos empresários e a cultura local de empreendedorismo tornam Florianópolis um polo de novos negócios, principalmente na área de tecnologia. Ao estilo do Vale do Silício, há por aqui uma grande variedade de desenvolvedores de novos programas, aplicativos, hardwares, jogos digitais e outros produtos tecnológicos. Também como ocorre nos Estados Unidos, muitos empresários da nova geração sonham com o aporte de recursos de um fundo de investimentos para crescer.

A boa notícia para os novatos é que o Brasil e suas empresas atraem volume crescente de recursos do chamado venture capital. O 2º Censo Brasileiro da Indústria de Private Equity e Venture Capital, divulgado pelo Centro de Estudos de Capital de Risco da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Eaesp) em 2011 indicava o crescimento de 35% ao ano no volume de investimentos em empresas nascentes no Brasil. O dinheiro farto não é sinônimo de facilidade na captação. “Os fundos de investimento estão mais criteriosos na avaliação dos negócios e tendem a ficar cada vez mais seletivos. A grande oferta de recursos fez com que caísse o nível de qualidade dos projetos. Isso força os fundos de investimentos a avaliarem mais empresas para selecionar o mesmo número de investidas”, diz a Head Office de Ventures da Redirection, Kelly Zeni, que vai oferecer auxílio gratuito de avaliação e orientação de planos de negócios para novas empresas nos dias 3 e 4 de maio, durante o OlhóSEO 2013, no Hotel Majestic. A Redirection tem, entre suas especialidades, justamente o preparo de empresas para captação de investimentos.

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O nível de exigência mais elevado e a concorrência crescente pelos recursos vão exigir que as empresas se preparem cada vez melhor para encarar os investidores. Segundo Kelly, há bastante a ser feito. “O fato é que alguns empreendedores ainda descuidam de aspectos que fazem muita diferença na captação de recursos. Há desde questões simples, como apresentações pouco convincentes e sem as informações necessárias até a ausência de um modelo de negócios adequado e projeções financeiras descabidas”.

A causa mais frequente dos problemas é a concentração dos empreendedores exclusivamente no próprio produto. “Eles precisam conversar com potenciais clientes, conhecer o mercado, analisar se o que fazem é realmente algo novo e, mais que isso, se é um produto ou serviço que vai atender a anseios das pessoas, capaz de gerar negócios”, diz Kelly.

A partir desse passo inicial, é necessário organizar a empresa, administrativa e financeiramente, e adotar práticas de governança que garantam segurança e estabilidade ao investidor. Além disso, como os donos de recursos de venture capital costumam se envolver no dia a dia dos negócios, características do perfil do empreendedor também são levadas em conta. A capacidade de relacionamento interpessoal e a flexibilidade do empreendedor são analisadas. “O investidor precisa ver que o potencial parceiro tem capacidade de se adequar e aceitar conselhos e fazer eventuais mudanças necessárias. Essa é uma capacidade que muitos empreendedores iniciantes, equivocadamente convictos do acerto de seus planos, não demonstram”, diz Kelly.

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