Desde o último mês de novembro uma equipe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) trabalha na produção de um edital que deve ser lançado ainda no primeiro semestre. A comunicação do Governo Federal, sob o comando de Edinho Silva, vem sendo alvo de críticas de petistas e aliados da presidente Dilma Roussef. Um deles ocorreu na semana passada, quando o secretário-executivo da Secom, Olavo Noleto, expôs a insatisfação do Palácio com a campanha de combate ao vírus da zika. Segundo o jornal Folha de São Paulo, ele também teria criticado a ausência de entrosamento das equipes.
A Secretaria, entretanto, disse que Noleto não fez críticas. “Nas reuniões com as assessorias de comunicação e secretários-executivos dos ministérios, o secretário reafirmou a importância de manter e fortalecer a coesão e integração na execução da campanha do governo”.
3 agências
Os contratos das agências Leo Burnett, Propeg e Nova/SB foram prorrogados no início de janeiro, por quatro. Geralmente, os contratos são renovados a cada ano. Como foram assinados em janeiro de 2012, poderiam ser prorrogados por mais um ano, conforme o artigo 57 da lei 8.666.
No portal Imprensa consta que o governo apenas irá prorrogá-los se a nova licitação não for feita a tempo. O orçamento da Secom em 2016 está estimado em aproximadamente R$ 140 milhões. O órgão não comentou sobre a troca de agências.
Além da Secretaria de Comunicação Social, a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) também deve passar por mudanças. Na semana passada, o diretor-presidente Américo Martins pediu demissão do cargo. No lugar dele, assume o jornalista Mario Maurici, vice-presidente da empresa.
Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil
