A realidade virtual é uma mídia nova que vem crescendo e ganhando cada vez mais popularidade. Assim, surgem novos desafios quanto a como desenvolver e produzir para a nova tecnologia. Pensando nisso, o Cafundó Estúdio Criativo organizou algumas dicas, baseado em experiências e projetos anteriores da empresa, para ajudar quem tiver interesse com a nova tecnologia.
Para a realidade virtual é preciso que o meio seja imersivo, a história seja contagiante e o conteúdo seja bom. Isso tornará melhor a experiência, sendo capaz de transportar a mente do usuário para outra realidade. Um dos desafios relacionados ao set de captação das imagens é que toda a equipe deverá se “esconder” para não aparecer nas gravações. É importante também ter uma estrutura de monitoramento wireless em tempo real, caso contrário só será possível ver o resultado das filmagens depois que elas forem processadas.
Um diferencial na criação de imagens 360º é a utilização de 4, 5 ou 6 câmeras, dependendo do rig. Isso significa 4, 5 ou 6 vezes mais cabos, cartões, baterias, lentes, espaço de armazenamento, entre outros. Entretanto, hoje em dia há várias opções de rigs para câmeras compactas como a GoPro e alguns outros rigs com as câmeras já acopladas.
A captação de som para Realidade Virtual precisa ser meticulosamente planejada, assim como a captação de um áudio 5.1, e a reprodução não podia ser diferente, afinal, dependendo de onde o espectador dirige seu olhar, o som estará com maior ou menor potência. O som não é apenas uma ferramenta importante para direcionar a atenção do usuário como é também um fator fundamental que precisa contribuir para o storytelling, se tornando talvez a parte mais importante para a imersão na experiência da realidade virtual.
Nesse cenário, vale a pena considerar desde o início do trabalho que talvez seja necessário recriar o áudio inteiramente em um estúdio. Isso porque dependendo da sua estrutura de produção, talvez não seja possível acoplar o rig de áudio junto com o rig de captação de vídeo e, em termos de posicionamento e mixagem, o áudio deverá obedecer o ponto de vista do espectador, caso contrário, ele não fará sentido.
O 360º é um formato de visualização, mas o vídeo que roda por trás dele é na verdade um único vídeo planificado de forma equiretangular. Por isso, em vez de só descarregar o material para o computador e começar a trabalhar em sua pós-produção, é preciso ainda transformar o vídeo de todas as câmeras diferentes em um único filme. Por isso, o primeiro cuidado importante é com as angulações de câmera, pois elas precisam se sobrepor em uma boa quantidade de pixels para que o software seja capaz de identificar qual trecho de qual imagem é semelhante ao da outra imagem e assim fazer o processamento da emenda. Nesse sentido, a captação das imagens também precisa ser planejada para não ficar com grandes aberrações depois que as imagens forem processadas.
Objetivos claros, bom senso e um bom planejamento vão resolver a maioria dos problemas. Confira a lista resumida de dicas do Cafundó:
- Teste e faça protótipos! Em toda nova tecnologia há problemas que não são possíveis se prever antes de botar a mão na massa.
- Desenvolva especificamente para a plataforma de reprodução que você planeja usar. Assim, evita-se possíveis problemas de processo.
- Nem só com uma tecnologia se constrói a experiência. Hoje temos muitos softwares e gambiarras que nos permitem construir quase qualquer tipo de solução.
- Qualidade é fundamental. Lembre que estamos tentando criar uma experiência que se compare com a vida real.
- Tenha uma boa equipe e/ou bons parceiros. Quando novas dúvidas e desafios surgirem é sempre bom poder contar com pessoas qualificadas para chegarem juntos nas melhores soluções.

