Internet, ferramenta extremamente necessária nos dias atuais. Com ela o conhecimento ficou mais disponível, a relação entre as pessoas quebrou barreiras geográficas e o acesso à informação é instantâneo. Porém, foi na internet também que se criou um espaço para comentários sobre tudo e todos. E tal atitude, muitas vezes, ofende e demonstra o preconceito presente na sociedade.
No caso do racismo, ofensas divulgadas nas redes sociais tomam conta dos noticiários e entraram no debate sobre essa questão de raiz secular. Para ampliar o debate, a ONG Criola, organização da sociedade civil que atua a partir da defesa e promoção de direitos das mulheres negras, lançou no Rio de Janeiro nessa segunda-feira (9) mais uma etapa da sua campanha “Racismo virtual. As consequências são reais.”
A campanha nasceu de fato em julho passado, motivada pelo caso da jornalista Maria Júlia (relembre aqui).
A Criola, em parceria com a W3haus, executou um trabalho de mapeamento dos comentários na plataforma, localizando as cidades onde os autores das ofensas moram. O passo seguinte foi transformar as injúrias em algo material, na forma de outdoors e outras peças de mídia exterior instalados nas principais ruas e avenidas das cidades mapeadas.
As primeiras que receberam a campanha foram Americana (SP), Feira de Santana (BA), Recife (PE) e Vila Velha (ES). Agora, a ação continua com outdoors no Rio de Janeiro (RS) e bancas de revista em Porto Alegre (RS). Também entrou no ar o site Racismo Virtual para estimular a reflexão sobre o tema.

