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A Educação e o desastre brasileiro
19 de Janeiro de 2015

A Educação e o desastre brasileiro

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Por Prof. Ozinil Martins de Souza 19 de Janeiro de 2015 | Atualizado 03 de Dezembro de 2021

O desastre divulgado na semana foi, sem dúvida, o resultado do Enem. Quase 8 milhões de inscritos, 6 milhões fizeram o exame e 500 mil “zeraram” na redação. Isso significa dizer não escreveram “coisa com coisa”.

Interessante foi a justificativa do Sr. Ministro da Educação – Cid Gomes – o tema da redação foi muito difícil. Quer dizer que, para jovens entre 16 e 18 anos, falar sobre publicidade infantil é difícil porque está fora de seu universo de conhecimento.

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Ora Sr. Ministro, um jovem razoavelmente formado, com capacidade de raciocínio desenvolvido é capaz de abordar qualquer tema da atualidade. O que ocorre é que o nível do Ensino Médio em nosso país é caótico. Estamos produzindo, em série, analfabetos funcionais com diplomas, inclusive de curso superior, comprometendo seriamente, o desenvolvimento social, cultural e econômico do país. Não existe país desenvolvido com Educação de péssima qualidade! Quando cometemos horrores contra o idioma pátrio estamos contribuindo para o atraso do país.

Quando mudamos o idioma para atendermos a veleidades de autoridades, estamos contribuindo para o atraso do país, correto Sra. Presidenta? Quando adotamos o gerundismo fruto da tradução indevida de manuais americanos, em nossos centros de atendimentos, estamos contribuindo para empobrecer o idioma, que é hoje o único elemento de ligação nesse país imenso. Quando criamos expressões que se preocupam em especificar gênero – boa noite a todos e a todos – estamos contribuindo para a desmontagem do idioma.

Somente pela Educação conseguiremos construir um país socialmente mais justo. Oferecendo as mesmas oportunidades a todos, a diferença será a maneira como essas pessoas farão a posse do que lhes é oferecido. Aí a resposta será de cada um e a sociedade terá feito sua parte.

O que vemos hoje não propicia, nem sequer de perto, essa possibilidade. O que vemos é uma Educação nivelada por baixo. Os bem sucedidos vem de famílias bem sucedidas onde a Educação, em seu contexto mais amplo, é praticada; os mal sucedidos veem a perpetuação de suas condições de não competitividade cada vez de forma mais acentuada.

Os governos que se sucedem prometem Educação de qualidade, mas o que vemos de fato é uma Educação precária que empurra o país para o nível mais baixo nos “rankings” internacionais. Nem com nossos vizinhos sul-americanos conseguimos competir. A Educação está nos condenando a viver na periferia dos países de primeiro mundo. Triste realidade!

Mas, agora temos um “slogan” governamental que diz: Brasil – Pátria Educadora. Pena que na semana seguinte a adoção do novo “slogan” a Educação sofreu um corte significativo na sua verba. Isso só prova que Educação não se faz com “slogan”, mas com atos!

 

 

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