
Imagem: Divulgação X/Universal Pictures
Hollywood adora uma boa jornada de volta para casa — e, ao que tudo indica, Matt Damon é o ator escolhido para protagonizá-la sempre que o orçamento é generoso.
Um levantamento informal, mas revelador, mostra que os estúdios já investiram mais de US$ 600 milhões só para colocar o astro em missões de retorno: em A Odisseia, 250 milhões de dólares; em Perdido em Marte, 108 milhões; em Interestelar, 165 milhões; e em O Resgate do Soldado Ryan, 70 milhões. Quatro filmes, quatro décadas diferentes, um único fio condutor: tirar Matt Damon de algum lugar impossível — Troia, Marte, um buraco de minhoca ou a Normandia — e trazê-lo de volta para casa.
Não é força de expressão nem coincidência de pauta: é quase uma marca registrada. Poucos atores construíram uma carreira tão associada ao arquétipo do herói perdido tentando reencontrar o caminho, e Hollywood parece ter percebido que esse rosto, essa voz e essa vulnerabilidade contida funcionam especialmente bem quando o personagem está isolado, exausto e determinado a voltar. De Christopher Nolan a Ridley Scott, passando por Steven Spielberg, os grandes nomes da direção continuam recorrendo à mesma fórmula — e ao mesmo ator — para contar essa história. Relembramos os quatro longas abaixo:
A Odisseia
Dez anos após vencer a Guerra de Troia, o rei Odisseu ainda não encontrou o caminho de volta para Ítaca. Sua viagem, que deveria durar semanas, virou uma sequência de provações depois que ele desperta a fúria de Poseidon: o Ciclope Polifemo, o monstro Cila, as Sereias e a feiticeira Circe se colocam entre ele e sua esposa Penélope. Enquanto isso, em Ítaca, o trono é disputado por pretendentes e seu filho Telêmaco parte à procura de respostas sobre o pai. É a primeira produção de Christopher Nolan filmada inteiramente em câmeras IMAX 70 mm. Ano 2026. Direção: Christopher Nolan. Ação, Fantasia, Aventura. 2h52min. Em cartaz nos cinemas.
Perdido em Marte
Durante uma missão tripulada, o astronauta Mark Watney é dado como morto e abandonado sozinho em Marte após uma tempestade. Sobrevivente, ele precisa usar conhecimento científico e criatividade para cultivar comida, gerar água e se comunicar com a Terra, enquanto a NASA arquiteta um plano arriscado de resgate. O tom é de otimismo mesmo diante do isolamento extremo, e o improviso do protagonista virou símbolo de resiliência. O filme rendeu a Matt Damon uma indicação ao Oscar de Melhor Ator. Ano 2015. Direção: Ridley Scott. Ficção Científica, Aventura, Drama. 2h24min. Disponível no Disney+.
Interestelar
Em um futuro de colapso ambiental, o ex-piloto Cooper deixa a filha na Terra para integrar uma expedição que busca um novo lar habitável para a humanidade através de um buraco de minhoca. A tripulação encontra planetas hostis, dilemas morais e as consequências brutais da relatividade do tempo, que faz Cooper envelhecer muito menos do que sua família na Terra. O retorno para casa se torna uma corrida contra o tempo em todos os sentidos possíveis. O filme venceu o Oscar de Melhores Efeitos Visuais. Ano 2014. Direção: Christopher Nolan. Ficção Científica, Aventura, Drama. 2h49min. Disponível na Netflix.
O Resgate do Soldado Ryan
Após o Dia D, um grupo de soldados liderado pelo capitão Miller recebe a missão de encontrar o soldado James Ryan em meio ao caos da invasão da Normandia e trazê-lo de volta para casa — ele é o último de quatro irmãos ainda vivo na guerra. A jornada atravessa vilarejos destruídos e confrontos brutais, questionando o valor de uma vida diante de tantas outras perdidas em nome dela. A sequência de abertura na praia de Omaha é considerada uma das mais realistas já filmadas sobre a Segunda Guerra Mundial. O longa venceu cinco Oscars, incluindo Melhor Diretor. Ano 1998. Direção: Steven Spielberg. Guerra, Drama. 2h49min. Disponível no Paramount+.
E você, qual dessas jornadas de volta para casa mais te marcou? Da Normandia a Ítaca, passando por Marte e por um buraco de minhoca, Matt Damon prova que, em Hollywood, todo caminho de volta vale um bom orçamento. Me conte nas redes sociais @jessielodi ou envie sugestões de pauta. Você também pode acompanhar análises e novidades no PODCAST CINEGIRLS no YouTube.
Até a próxima coluna!
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