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Santa Catarina lidera geração de empregos formais para estrangeiros no Brasil
09 de Julho de 2026

Santa Catarina lidera geração de empregos formais para estrangeiros no Brasil

Estado registra saldo recorde de 10,2 mil vagas entre janeiro e maio de 2026

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O estado de Santa Catarina voltou a liderar o país na geração de empregos formais para estrangeiros.

Entre janeiro e maio de 2026, o estado registrou 10,2 mil novas carteiras assinadas por pessoas de outros países, o maior resultado da série histórica para os cinco primeiros meses do ano.

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O desempenho chama ainda mais atenção porque ocorre em um contexto de desaceleração do mercado de trabalho catarinense. Enquanto a geração de empregos na economia estadual recuou 17% em relação ao mesmo período de 2025, as contratações de estrangeiros cresceram 14%, o que evidencia a importância dessa mão de obra para atender à demanda das empresas catarinenses. Os números também reforçam a capacidade de Santa Catarina de atrair trabalhadores de diferentes nacionalidades, consolidando o estado como um dos principais destinos para quem busca oportunidades de emprego e melhores condições de vida no Brasil.

Os dados também revelam o perfil dessa força de trabalho. Os venezuelanos representam 43% do saldo de vagas registrado no estado entre janeiro e maio, seguidos pelos haitianos, com 23%, e pelos cubanos, com 19%. Grande parte desse movimento está relacionada à chegada de pessoas que deixam seus países em razão de crises humanitárias e encontram em Santa Catarina oportunidades de inserção no mercado formal de trabalho.

Para o presidente da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC), Elson Otto, o crescimento das contratações confirma um cenário que as associações empresariais acompanham há vários anos: a dificuldade das empresas em encontrar profissionais para atender à demanda do mercado.

Elson Otto, presidente da FACISC afirma que, “Nosso estado continua se destacando pela capacidade de gerar oportunidades, mas enfrenta um desafio crescente relacionado à disponibilidade de mão de obra. A contratação de trabalhadores estrangeiros tem sido fundamental para atender à demanda das empresas, manter a competitividade da economia e sustentar o desenvolvimento das diferentes regiões do estado”.

Além de liderar a geração de empregos para estrangeiros, Santa Catarina foi também o estado que mais recebeu venezuelanos por meio da estratégia de interiorização do Governo Federal, que promove a realocação voluntária e gratuita de refugiados de Roraima para outras regiões do país. Entre janeiro e maio, cerca de 800 venezuelanos foram interiorizados em Santa Catarina, o equivalente a quase 20% de todo o processo realizado no Brasil, com destaque para os municípios de Chapecó, Guatambu, Maravilha e Joinville.

O Oeste catarinense concentrou o maior saldo de vagas, com 3,4 mil trabalhadores entre janeiro e maio. A maior parte das contratações ocorreu nas indústrias de carne suína e de aves, onde a mão de obra venezuelana tem sido fundamental para reduzir a escassez de profissionais nas etapas iniciais da produção.

Entre as funções com maior demanda estão os magarefes, responsáveis pelo abate dos animais e pela preparação da carne após o abate, atividades estratégicas para garantir a qualidade dos produtos e o cumprimento das exigências sanitárias. Também se destacam os alimentadores de produção, profissionais essenciais para evitar gargalos operacionais e manter a conservação da carne ao longo do processo industrial.

Diversos segmentos

Logo depois aparecem o Vale do Itajaí e o Norte catarinense, que juntos somaram 3,5 mil novas vagas nos cinco primeiros meses do ano.

No Vale, os municípios de Blumenau, Itajaí e Balneário Camboriú registraram o maior saldo de vagas, concentradas principalmente no comércio varejista, supermercados e hipermercados, além do setor de construção. Já Joinville e Jaraguá do Sul lideraram as contratações no Norte, distribuídas por segmentos como metalurgia, fabricação de produtos plásticos, produção de máquinas e equipamentos, indústria têxtil e serviços administrativos de apoio às empresas.

A Grande Florianópolis registrou 1,4 mil novos postos de trabalho, principalmente em São José e Palhoça. As oportunidades concentraram-se nas atividades de armazenamento, com destaque para embaladores e alimentadores de produção, além dos setores de serviços administrativos e publicidade.

Embora tenham registrado menor volume de empregabilidade, Sul e Serra apresentaram crescimento expressivo na contratação de estrangeiros. O saldo cresceu 43% e 182%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano anterior, com destaque para municípios como Criciúma, Içara, São Joaquim e Lages.

Na Serra, a maior geração de empregos para estrangeiros ocorreu na agropecuária, segmento historicamente marcado por elevados índices de informalidade, principalmente no cultivo de frutas e nas atividades de apoio à agricultura. Já no Sul, o crescimento das contratações foi alavancado por diferentes segmentos industriais, como laticínios, confecção e automotivo, além do comércio varejista.

De acordo com a FACISC, a inserção de trabalhadores estrangeiros vai além de atender à demanda por mão de obra das empresas. “O emprego formal garante segurança jurídica e econômica a esses profissionais e amplia sua contribuição para a economia por meio do consumo de bens e serviços, fortalecendo o desenvolvimento dos municípios e de toda a cadeia produtiva”, conclui Otto.

Imagem gerada por IA.

 

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