As marcas nunca investiram tanto em experiências. Mas o crescimento dos aportes não é a única transformação em curso no setor.
Em um cenário de disputa crescente pela atenção do público, avanço da tecnologia e consumidores cada vez mais seletivos, as expectativas sobre o papel do live marketing também estão mudando. Hoje, além de visibilidade, as empresas buscam experiências capazes de gerar relacionamento, relevância e resultados de negócio.
Os números ajudam a dimensionar esse movimento. Segundo o Anuário Brasileiro de Live Marketing, o setor movimenta mais de R$ 100 bilhões por ano no país, impulsionado por eventos corporativos, ativações de marca, festivais e experiências imersivas.
Para Gustavo Costa, CEO da LGL Case, o setor passa por um processo de amadurecimento. “Estamos acompanhando uma mudança importante no setor. As marcas continuam investindo em experiências, mas com um olhar muito mais atento para impacto, relacionamento e construção de valor. O que diferencia um projeto hoje não é apenas sua capacidade de chamar atenção, mas de criar conexões significativas e alinhadas aos objetivos do negócio”, comenta.
Entre os principais movimentos observados no mercado, cinco se destacam.
1. Experiências híbridas ganham espaço definitivo
A integração entre ambientes físicos e digitais já faz parte da realidade do setor. Eventos, ativações e experiências são planejados para gerar impacto presencial e ampliar alcance por meio de conteúdos digitais, transmissões e interações on-line.
2. A pressão por resultados aumenta
Com investimentos mais robustos, cresce também a necessidade de demonstrar retorno. O sucesso de uma ativação está cada vez mais relacionado a indicadores como relacionamento, percepção de marca e geração de negócios.
3. O mapa dos eventos brasileiros está se transformando
O crescimento dos festivais e eventos fora dos grandes centros cria novas oportunidades para as marcas. Dados do Mapa dos Festivais apontam aumento superior a 20% no número de festivais realizados no país nos últimos anos, acompanhado pela diversificação de formatos e públicos.
4. A disputa pela atenção ficou mais intensa
O consumidor tem acesso a uma oferta crescente de entretenimento, conteúdo e experiências. Nesse cenário, relevância e contexto ganham importância na construção de projetos capazes de gerar envolvimento genuíno.
5. A tecnologia se torna mais estratégica
Ferramentas como inteligência artificial, análise de dados e automação estão cada vez mais presentes nas experiências de marca. O foco, porém, está menos na tecnologia em si e mais na sua capacidade de personalizar jornadas e gerar valor para o público.
Segundo Gustavo, o crescimento do live marketing brasileiro é acompanhado por um aumento da complexidade dos projetos. “Dados, criatividade e tecnologia precisam atuar de forma integrada. O mercado continua crescendo, mas também se torna mais sofisticado em suas demandas. Isso exige planejamento, capacidade de adaptação e uma compreensão mais profunda do comportamento das pessoas”, conclui.
Foto de Detail .co na Unsplash
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