O lançamento de um novo produto ganhou proporções muito maiores do que o habitual para a Swatch.
A coleção “Royal Pop”, criada em parceria com a tradicional relojoeira de luxo Audemars Piguet, desencadeou um verdadeiro fenômeno global, com filas quilométricas, consumidores acampados por dias em frente às lojas e até intervenções policiais em cidades como Barcelona, Londres e Tóquio.
Lançada oficialmente neste mês de maio, a colaboração aproxima dois universos aparentemente opostos: de um lado, a estética pop, colorida e acessível da Swatch; do outro, a sofisticação do Royal Oak, um dos modelos mais emblemáticos da Audemars Piguet, marca cujos relógios ultrapassam facilmente os 20 mil euros.
A coleção resultou em oito modelos de relógios de bolso inspirados no visual dos anos 1980, vendidos entre 385 e 400 euros.
Embora os valores estejam distantes do mercado tradicional de luxo, os produtos rapidamente se tornaram objetos de desejo entre colecionadores, admiradores das marcas e revendedores interessados na alta demanda.
Revenda impulsiona disparada nos preços e leva Swatch a pedir controle de público nas lojas
Grande parte da corrida em torno da coleção “Royal Pop” foi impulsionada pelo mercado de revenda.
Poucas horas após o lançamento oficial, modelos da colaboração entre Swatch e Audemars Piguet já apareciam em plataformas como o eBay com preços próximos de 2 mil euros, cerca de cinco vezes o valor original. Em alguns anúncios, determinadas peças chegaram a ultrapassar as 16 mil libras.
Diante da intensa movimentação, a própria Swatch publicou um comunicado nas redes sociais pedindo que os consumidores evitassem aglomerações nas lojas. A marca também reforçou que a coleção continuará disponível por vários meses.
Ver essa foto no Instagram
“Para garantir a segurança tanto dos clientes quanto dos funcionários, pedimos gentilmente que não venham às nossas lojas em massa”, informou a empresa.
Um dos episódios de maior tensão aconteceu na unidade da Swatch localizada no Passeig de Gràcia, em Barcelona. Após dias de filas e acampamentos durante a madrugada, mais de 300 pessoas se concentraram em frente à loja no último fim de semana.
A situação exigiu a atuação dos Mossos d’Esquadra e da Guardia Urbana. Como medida preventiva, a loja decidiu não abrir as portas ao público, alegando motivos de segurança.
Foto: Pexels

