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Empreendedora inaugura 1º negócio aos 61 anos em Florianópolis
20 de Janeiro de 2026

Empreendedora inaugura 1º negócio aos 61 anos em Florianópolis

Negócio nasceu da vivência cotidiana e da observação do público no Mercadão de Coqueiros

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A decisão de realizar um sonho adiado por décadas levou a manezinha Eva Fátima de Souza, de 61 anos, a inaugurar o primeiro negócio próprio.

A ideia amadureceu justamente no lugar onde ela passou os últimos anos trabalhando no atendimento ao público: o Mercadão de Coqueiros. Foi ali, observando a rotina do espaço e dos visitantes, que ela vislumbrou a possibilidade de abrir uma operação que unisse criatividade, afeto e experiência acumulada.

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Formada em Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e moradora do Estreito, também na região continental de Florianópolis, Eva sempre manteve vínculo com atividades manuais. O artesanato, presente em sua vida desde a adolescência, tornou-se profissão em 2014, quando passou a produzir peças e a participar de feiras em Florianópolis. A atividade ampliou seu contato com o público e consolidou uma habilidade que mais tarde se tornaria central em sua trajetória: a escuta atenta e o atendimento próximo.

Durante o período em que trabalhou no Mercadão, Eva percebeu que o espaço tinha potencial para receber empreendimentos locais voltados ao cotidiano e ao afeto. A convivência com os frequentadores e a observação do movimento diário contribuíram para que ela decidisse transformar a ideia em projeto, desenvolvido em parceria com o filho Lucas Souza e a nora Fabricia Loch.

Assim nasceu a Mimo Papelaria e Presentes, que reúne produtos de papelaria e pequenos objetos para presente selecionados a partir da experiência de Eva no contato com o público. “A operação foi pensada para funcionar com curadoria atenta e atendimento próximo, valorizando a interação com o cliente e a escolha cuidadosa de cada item”, compartilha Eva.

“Escolhi o Mercadão porque foi aqui que construí relações ao longo dos últimos anos. É um espaço de convivência, onde me sinto parte da comunidade. Abrir a Mimo aqui é uma forma de retribuir esse vínculo e seguir fazendo parte do dia a dia das pessoas”, conclui Eva.

Foto: Juliano Zanotelli

 

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